18.9 C
Campinas
quinta-feira, maio 14, 2026
spot_img

Haddad: “Não podemos admitir a volta da fome e a corrosão dos salários”

Data:

Haddad lembrou que é um crítico do teto de gastos desde 2018, por ser um mecanismo cuja impossibilidade de execução coloca em risco a própria responsabilidade fiscal

 

O compromisso com a inserção do pobre no orçamento federal, integrado em um projeto sustentável do ponto de vista fiscal, estará no centro da política econômica do novo governo, garante o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em coletiva na noite desta terça-feira (13), o petista detalhou como o governo irá consertar o estrago de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes nas contas públicas ao mesmo tempo em que irá promover crescimento econômico com inclusão social.

Na entrevista, Haddad confirmou nomes que integrarão a equipe da pasta a partir de janeiro. O economista Gabriel Galípolo será o próximo secretário-executivo enquanto Bernard Appy será secretário especial para a reforma tributária. Galípolo foi presidente do banco Fator entre 2017 e 2021. Já Appy foi secretário-executivo e secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda nos governos Lula.

Haddad explicou que Appy estudou a fundo o assunto e desenhou uma proposta de reforma tributária que é base para as discussões no Congresso Nacional. O novo ministro sugeriu que a nova proposta poderá ser apresentada junto com um novo modelo de arcabouço fiscal. “Se houver amadurecimento por parte do governo, nós vamos encaminhar o quanto antes, entendo que essas duas cosas poderiam caminhar juntos, porque a reforma tributaria é parte do arcabouço fiscal”, detalhou.

Haddad lembrou que é um crítico do teto de gastos desde 2018, por ser um mecanismo cuja impossibilidade de execução coloca em risco a própria responsabilidade fiscal. “O arcabouço deve ter a premissa de ser confiável, e deve demonstrar a sustentabilidade das finanças públicas”, apontou. Para o ministro, a politica econômica deve combinar o financiamento dos programas prioritários do governo e a sustentabilidade da dívida pública”.

Desafio será corrigir erros do atual governo

Segundo o petista, o grande desafio será corrigir erros, em 2022, da atual equipe econômica, mais preocupada em eleger Bolsonaro do que governar. “Isso traz um custo para o país, e pretendemos corrigir essas distorções sem tirar o pobre do orçamento. “Não podemos admitir a fome e a corrosão do poder de compra dos salários”.

Haddad afirmou que a combinação de responsabilidade fiscal e social são perfeitamente exequíveis: “Já fizemos e vamos voltar a fazer”, garantiu. “ O Estado é fortalecido não com descontrole, mas com previsibilidade e confiança, com investidores sabendo o que está acontecendo”.

“Temos que definir uma política econômica sensata e equilibrada. Nós temos problemas para corrigir, não são problemas pequenos”, disse, defendendo “um Estado que pode investir, que pode suprir as necessidades da população de saúde, educação, assistência, combate à fome”.

“Queremos voltar à normalidade, conduzir a política econômica compatibilizando essas duas diretrizes que não podem estar em antagonismo”.

O futuro ministro também reafirmou a disposição do governo de retomar pastas fundamentais dos governos Lula, como Planejamento e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. “É um modelo melhor, que não centraliza tantos poderes nas mãos de uma só pessoa. O presidente Lula é muito participativo na economia, e não terceiriza responsabilidades”, esclareceu.

Da Redação do PT

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe esse Artigo:

spot_img

Últimas Notícias

Artigos Relacionados
Relacionados

Tesouro Reserva estreia como aposta do governo para disputar espaço com bancos e fintechs

Novo título público lançado pelo Tesouro Nacional permite aplicações...

Banco Central corta Selic para 14,5% ao ano em meio a incertezas externas no Oriente Médio

Decisão unânime do Copom ocorre sob impacto da guerra...

Receita cria restituição automática de até R$ 1 mil para quem não declarou Imposto de Renda

Novo modelo, chamado de “cashback”, deve beneficiar cerca de...

Dólar recua ao menor nível em dois anos sob efeito de incertezas nos EUA

Movimentos da política externa de Donald Trump impulsionam fluxo...
Jornal Local
Política de Privacidade

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) já está em vigor no Brasil. Além de definir regras e deveres para quem usa dados pessoais, a LGPD também provê novos direitos para você, titular de dados pessoais.

O Blog Jornalocal tem o compromisso com a transparência, a privacidade e a segurança dos dados de seus clientes durante todo o processo de interação com nosso site.

Os dados cadastrais dos clientes não são divulgados para terceiros, exceto quando necessários para o processo de entrega, para cobrança ou participação em promoções solicitadas pelos clientes. Seus dados pessoais são peça fundamental para que o pedido chegue em segurança na sua casa, de acordo com o prazo de entrega estipulado.

O Blog Jornalocal usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Confira nossa política de privacidade: https://jornalocal.com.br/termos/#privacidade