Vítima sofreu fraturas expostas e traumatismo na cabeça; condutor confessou o crime
Um motorista foi preso pela Polícia Militar na tarde de sábado (24), em Mogi Mirim, acusado de atropelar uma idosa, fugir do local sem prestar socorro e adulterar a placa do veículo para tentar ocultar o crime. A vítima sofreu fraturas expostas e um ferimento profundo na cabeça, sendo socorrida por terceiros e encaminhada em estado grave ao Hospital 22 de Outubro.
Siga o canal do Jornal Local no WhatsApp
A ocorrência começou a ser apurada após a unidade hospitalar acionar a polícia diante da gravidade das lesões da paciente. Mesmo debilitada, a idosa, que permanecia consciente, conseguiu relatar que caminhava pela calçada nas proximidades do Fórum da cidade quando foi atingida por um carro e arremessada ao solo.

Com base nas primeiras informações e na descrição do veículo, equipes da Polícia Militar, com apoio do Comando de Grupo Patrulha, iniciaram buscas e chegaram a um possível endereço do suspeito. No local, o homem foi encontrado e, ao ser questionado, confirmou que era o motorista envolvido no atropelamento e que havia deixado a cena sem prestar socorro.
Dentro da residência, os policiais localizaram o automóvel, um Volkswagen Gol branco, que apresentava danos compatíveis com o acidente, como capô amassado, para-brisa quebrado e outros vestígios. A perícia constatou ainda uma tentativa de ocultação do crime: a placa do veículo estava adulterada com fita isolante.
No hospital, os policiais também colheram o depoimento de uma testemunha que presenciou o atropelamento. Ela relatou que o motorista realizava manobras perigosas, perdeu o controle do carro, subiu na calçada e atingiu a idosa, fugindo em seguida sem oferecer qualquer tipo de ajuda.
Diante da confissão do condutor, das evidências materiais e do estado grave da vítima, o homem foi preso em flagrante pelos crimes de omissão de socorro e fuga do local do acidente, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro. Ele e o veículo foram levados ao Centro de Polícia Judiciária de Mogi Guaçu, onde a prisão foi ratificada. O acusado permanece à disposição da Justiça.




