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terça-feira, abril 7, 2026
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Operação mira grupo suspeito de sequestrar operador de criptomoedas por R$ 70 milhões em SP

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Polícia investiga lavagem de dinheiro, extorsão e participação de agente público no planejamento do crime

A Justiça autorizou prisões temporárias por 30 dias, consideradas essenciais para garantir a segurança da vítima e o andamento das apurações Foto Divulgação

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O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil de São Paulo deflagraram uma operação para desarticular um grupo suspeito de sequestrar um operador de criptoativos e atuar em esquema de lavagem de dinheiro. A ação cumpriu seis mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão contra investigados apontados como integrantes da organização criminosa.

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A investigação, conduzida pelo 34º Distrito Policial, no Morumbi, apura um sequestro ocorrido em fevereiro de 2025. Segundo a polícia, o crime teria sido motivado por uma tentativa frustrada de movimentar cerca de R$ 70 milhões, valor relacionado a um furto contra uma instituição financeira. Com o bloqueio dos recursos, os suspeitos teriam recorrido à extorsão.

SEQUESTRO E VIOLÊNCIA

De acordo com o inquérito, a vítima foi abordada em um shopping na zona sul da capital paulista e levada para um sítio em Santa Isabel, onde sofreu agressões físicas e ameaças. Os criminosos exigiram senhas bancárias e acesso a dispositivos eletrônicos, além de simular uma negociação envolvendo um site de apostas para tentar justificar transferências financeiras.

As investigações também apontam ameaças com referência a facção criminosa e ao chamado “tribunal do crime”, mecanismo de intimidação utilizado por organizações ilegais.

ENVOLVIMENTO DE AGENTE PÚBLICO

Entre os investigados está um guarda municipal de Indaiatuba, suspeito de participação no planejamento do crime. Mensagens analisadas pela polícia indicam discussões sobre logística, uso de veículos e violência contra a vítima, além de monitoramento prévio da rotina do operador.

AVANÇO DAS INVESTIGAÇÕES

A Justiça autorizou prisões temporárias por 30 dias, consideradas essenciais para garantir a segurança da vítima e o andamento das apurações. Também foi determinada a quebra de sigilo telemático para identificar outros possíveis envolvidos e mapear a estrutura da organização.

A Secretaria de Segurança Pública de Indaiatuba informou que acompanha o caso e está à disposição para colaborar com as investigações.

O caso evidencia a crescente sofisticação de crimes envolvendo criptoativos, que têm atraído organizações criminosas pela dificuldade de rastreamento e potencial de movimentação de grandes valores. A possível participação de agente público amplia a gravidade da investigação, indicando infiltração ou cooptação de servidores em esquemas ilícitos, o que pode levar a desdobramentos administrativos e criminais.

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