21.9 C
Campinas
sábado, fevereiro 7, 2026
spot_img

Operações derrubam 558 serviços clandestinos de streaming na América Latina

Data:

Força-tarefas ampliam bloqueios e revelam estrutura empresarial por trás do negócio ilegal

Duas ofensivas conjuntas no Brasil e na Argentina retiraram do ar, desde quinta-feira (27), 558 serviços de streaming pirata, desmontando parte de um esquema que movimentava milhões e operava com características de empresa formal.

>> Siga o canal do Jornal Local no WhatsApp

As ações fazem parte de investigações iniciadas ainda em 2024 e intensificadas ao longo deste ano. A mais recente ocorreu na Argentina, no domingo (30), e suspendeu 22 aplicativos, como BTV e Red Play. A etapa anterior, no início de novembro, havia bloqueado outras 14 plataformas, entre elas My Family Cinema e TV Express, formando um conjunto de quase 40 serviços derrubados em dois meses.

Cada usuário pagava até US$ 5 mensais, o que teria gerado mais de US$ 150 milhões ao ano. Foto Reprodução

No Brasil, a oitava fase da Operação 404 bloqueou 535 sites e um aplicativo de streaming. Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a ação se tornou o maior esforço contínuo contra pirataria digital no país desde 2019. Os serviços atingidos somavam mais de 6,2 milhões de assinantes ativos, sendo 4,6 milhões apenas no Brasil.

Grande parte desse público acessava os conteúdos por meio de TV boxes — aparelhos de IPTV que conectam televisores a plataformas ilegais. Com o bloqueio, usuários buscaram canais de reclamação pela internet, mas perderam direitos ao consumidor por utilizarem serviços clandestinos, segundo entendimento do Procon-SP.

https://twitter.com/republiqueBRA/status/1994123371743990225?s=20

A investigação na Argentina mostrou que o esquema vinha sendo estruturado de modo semelhante a empresas convencionais. Em agosto, mandados cumpridos em quatro endereços revelaram escritórios com setor administrativo, divisão de Recursos Humanos e cerca de cem funcionários. Cada usuário pagava até US$ 5 mensais, o que teria gerado mais de US$ 150 milhões ao ano.

Estrutura e dinheiro
A desarticulação expôs não apenas aplicativos piratas, mas redes financeiras ligadas ao armazenamento e redistribuição de conteúdos audiovisuais sem licença. Os investigadores buscam rastrear os fluxos internacionais de pagamento, que passam por serviços de carteira digital e gateways pouco regulamentados. Também apuram possíveis ligações com empresas de tecnologia de fachada, usadas para mascarar a origem dos servidores e das rotas de transmissão.

Impactos legais e desdobramentos
Os bloqueios devem gerar novos processos criminais por violação de direitos autorais, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Nas duas frentes, equipes tentam cruzar dados com operações anteriores para identificar operadores reincidentes e padrões de hospedagem dos serviços. A ofensiva também mira vendedores de TV boxes que adulteram os aparelhos para facilitar o acesso a plataformas clandestinas, atividade que pode ser enquadrada como crime de facilitação à pirataria.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe esse Artigo:

spot_img

Últimas Notícias

Artigos Relacionados
Relacionados

Gasolina cai na refinaria, mas dispara 37% nas bombas e chega a R$ 9,29 em SP

Enquanto Petrobras reduziu preço para distribuidoras em 16%, motoristas...

Ivete Sangalo estreia e 177 blocos agitam o pré-carnaval de São Paulo neste fim de semana

Prefeitura é alvo de críticas por atraso na programação...

BRB corre para cobrir rombo de R$ 5 bilhões após “negócio da China” com Banco Master

Prazo para BRB dizer ao BC como vai recompor...

Temporais avançam e espalham chuva intensa pelo país nesta quinta-feira

Calor, umidade e sistemas atmosféricos elevam risco de pancadas...
Jornal Local
Política de Privacidade

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) já está em vigor no Brasil. Além de definir regras e deveres para quem usa dados pessoais, a LGPD também provê novos direitos para você, titular de dados pessoais.

O Blog Jornalocal tem o compromisso com a transparência, a privacidade e a segurança dos dados de seus clientes durante todo o processo de interação com nosso site.

Os dados cadastrais dos clientes não são divulgados para terceiros, exceto quando necessários para o processo de entrega, para cobrança ou participação em promoções solicitadas pelos clientes. Seus dados pessoais são peça fundamental para que o pedido chegue em segurança na sua casa, de acordo com o prazo de entrega estipulado.

O Blog Jornalocal usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Confira nossa política de privacidade: https://jornalocal.com.br/termos/#privacidade