PF mira rede que vendia ataques hacker sob demanda contra órgãos estratégicos

Destaque

Operação Power OFF desmantela serviços globais de DDoS usados para derrubar sites institucionais


As investigações apontam que os operadores do esquema atuavam como fornecedores de um “serviço” estável e contínuo, vendendo ataques de negação de serviço em pacotes mensais, com valores variando conforme a intensidade da ofensiva e o volume de tráfego artificial disparado contra a vítima. Para a PF, o modelo reproduzia a lógica de assinaturas comuns em plataformas digitais, mas voltado a ações criminosas de alta complexidade.

>> Siga o canal do Jornal Local no WhatsApp

A prática permitia que qualquer usuário, mesmo sem conhecimento técnico, alugasse minutos ou horas de ataque contra portais de órgãos como Polícia Federal, Serpro, Dataprev e o Centro Integrado de Telemática do Exército. A investigação indica que parte dos contratantes buscava atingir sistemas com dados sensíveis ou serviços de grande impacto público, sugerindo objetivos que vão além do vandalismo digital.

A ação contou com apoio do FBI, que já monitora grupos semelhantes nos EUA, onde ataques DDoS sob encomenda têm conexões conhecidas com fóruns clandestinos e marketplaces usados para aluguel de infraestrutura criminosa. Foto Divulgação PF

A estrutura dos serviços estava distribuída em servidores de nuvem espalhados por diversos países, o que dificultava rastreamento e garantia anonimato operacional. A PF identificou que os administradores utilizavam camadas de proxy, métodos de anonimização e hospedagens que mudavam periodicamente para despistar monitoramento.

https://twitter.com/policiafederal/status/1996176901929320754?s=20

Quatro mandados de busca e dois de prisão são cumpridos em São Paulo, São Caetano do Sul, Rio de Janeiro e Tubarão. Um dos alvos seria responsável por intermediar pagamentos, o que pode revelar vínculos financeiros com plataformas estrangeiras do mesmo ramo — linha de investigação considerada prioritária para seguir o fluxo do dinheiro.

https://twitter.com/NewsLiberdade/status/1996180306710483322?s=20

A ação contou com apoio do FBI, que já monitora grupos semelhantes nos EUA, onde ataques DDoS sob encomenda têm conexões conhecidas com fóruns clandestinos e marketplaces usados para aluguel de infraestrutura criminosa.

A operação ocorre um dia após outra ofensiva da PF que identificou usuários do mesmo tipo de ataque para derrubar sites de parlamentares. A repetição do método em diferentes contextos acendeu alerta na corporação sobre o aumento da oferta de “serviços” hacker terceirizados e do uso político, financeiro ou de retaliação pessoal dessas ferramentas.

Os investigados devem responder por associação criminosa e interrupção de serviço telemático de utilidade pública. A PF também apura se os alvos mantinham contratos com grupos envolvidos em ataques anteriores a prefeituras, TREs ou sistemas de segurança pública — prática que pode indicar um mercado já consolidado e mais amplo do que o inicialmente identificado.

- Publicidade-spot_img

Outros Artigos

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade-spot_img

Últimos Artigos