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segunda-feira, janeiro 26, 2026
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Raio atinge ato bolsonarista em Brasília e deixa dezenas de feridos

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Descarga elétrica caiu sobre manifestantes durante chuva forte no Eixo Monumental

Um raio atingiu, na tarde deste domingo (25), a concentração de um ato de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro na área central de Brasília, provocando pânico e deixando dezenas de pessoas feridas. O incidente ocorreu sob forte chuva, próximo ao Memorial JK, no Eixo Monumental, onde manifestantes aguardavam a chegada de uma passeata liderada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

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De acordo com dados atualizados na manhã desta segunda-feira (26), 89 pessoas receberam atendimento no local após a descarga elétrica. Destas, cerca de 47 precisaram ser encaminhadas a unidades hospitalares da capital. O Hospital de Base recebeu 27 pacientes, sendo que 22 tiveram alta ainda no domingo, houve um registro de evasão, e quatro permaneciam em observação até a manhã desta segunda, com possibilidade de liberação médica a qualquer momento.

Em manifestações públicas, a legislação brasileira estabelece que os organizadores são responsáveis por adotar medidas mínimas de segurança. Foto Divulgação X

Relatos do atendimento indicam que parte dos manifestantes estava em contato com grades metálicas de proteção no momento em que o raio caiu, o que teria potencializado os efeitos da descarga elétrica. Houve casos de queimaduras nas mãos e braços, além de quedas causadas pelo susto, com registros de pessoas que bateram a cabeça no chão durante o tumulto.

Imagens gravadas por participantes e obtidas pela imprensa mostram o momento exato em que o raio atinge a área onde o grupo estava concentrado, seguido por correria e gritos. A região foi rapidamente isolada para atendimento das vítimas, enquanto equipes de emergência atuavam sob chuva intensa.

O episódio ocorreu em meio a uma mobilização política que reuniu apoiadores do ex-presidente na capital federal, em um dia marcado por instabilidade climática e alertas de tempestade.

Clima, estrutura metálica e risco coletivo
A ocorrência reacende o debate sobre a realização de atos de massa em áreas abertas durante condições meteorológicas adversas. A combinação de chuva intensa, descargas elétricas e estruturas metálicas, como grades e equipamentos de contenção, eleva significativamente o risco de acidentes graves. Em Brasília, a incidência de raios é uma das mais altas do país, especialmente no período chuvoso, o que exige protocolos mais rígidos de prevenção em eventos públicos de grande porte.

Falhas de organização e ausência de estrutura
O ato que reunia apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro ocorreu sem a presença visível de ambulâncias, equipes médicas privadas ou estrutura mínima de emergência para uma aglomeração que chegou a concentrar quase cem pessoas em área aberta, sob forte chuva e risco elevado de descargas elétricas. A mobilização aguardava a chegada de uma passeata liderada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), sem que houvesse plano público de contingência, isolamento preventivo ou orientação para dispersão diante das condições climáticas adversas. Após o incidente, todo o atendimento às vítimas ficou a cargo do Corpo de Bombeiros e da rede pública de saúde do Distrito Federal, evidenciando lacunas na organização e na responsabilidade pela segurança dos participantes.

Responsabilidade jurídica em análise
Do ponto de vista jurídico, a apuração sobre a responsabilidade pelo acidente recai sobre a organização do ato e as autoridades envolvidas na autorização e acompanhamento do evento. Em manifestações públicas, a legislação brasileira estabelece que os organizadores são responsáveis por adotar medidas mínimas de segurança, incluindo avaliação de riscos, comunicação prévia ao poder público e, em casos de grande aglomeração, estrutura de apoio para emergências. A ausência de ambulâncias, equipes médicas privadas ou plano de contingência pode caracterizar negligência, a ser analisada nas esferas cível e administrativa. Paralelamente, cabe ao poder público avaliar se houve falha na fiscalização, na concessão de autorizações e na adoção de protocolos preventivos diante das condições climáticas adversas. Eventuais indenizações às vítimas e responsabilizações individuais ou institucionais dependerão das conclusões das investigações técnicas e jurídicas sobre omissão, previsibilidade do risco e dever legal de cuidado.

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