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quinta-feira, fevereiro 26, 2026
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San Conrado propõe murar Área de Preservação Ambiental (APA)

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A exigência de licenciamento ambiental prévio para obras impactantes a serem realizadas na APA, por meio da elaboração de um RAP – Relatório Ambiental Preliminar ou um EIA/RIMA – Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental, dependendo do caso, a fim de garantir a análise e mitigação dos impactos decorrentes de sua implantação e funcionamento.

 

Aproximadamente 200 pessoas participaram, na manhã de sábado no dia 26, no salão social do Loteamento Caminhos de San Conrado da assembleia, que terminou com pedido de renúncia do ex-presidente Carlos Eduardo Rondini. Com apenas quatro meses de administração, a diretoria sofreu duas baixas, pois 15 dias antes, a vice-presidente Monica Laterra, também renuncia ao cargo.

Uma das propostas rejeitadas na Assembleia pela maioria dos moradores foi o aumento de condomínio, com base nos índices de reajuste da taxa Selic, acumulado dos últimos três anos.  Além de aumento, a diretoria propôs taxas extras para manutenção das despesas mensais e obras de construção de muro em áreas vulneráveis.

Sobre os muros, o tema foi amplamente discutido em assembleia e causou desentendimentos entre os presentes. O projeto apresentado é para onstruir 23 quilômetros de muro em torno do loteamento, orçados em aproximadamente R$ 260,00 o metro quadrado.

Ocorre que, o San Conrado faz parte de uma importante Área de Proteção Ambiental (APA), e que não pode ser murada devido a legislação ambiental. Sendo assim, a administração convidou o secretario Rogério Menezes, da Secretaria do Verde e Desenvolvimento Sustentável, e os técnicos da secretaria, para uma visita no loteamento. Segundo eles, a equipe da secretaria do Verde ficou por mais de cinco horas avaliando todo  perímetro do San Conrado. E, a partir daí, orientaram como se poderia fazer o fechamento das áreas de APA.

Mas, de acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Campinas, o propósito da visita foi atender uma solicitação da nova diretoria do San Conrado, e proceder com orientações de ordem técnica e reforçar o acompanhamento dos plantios de compensações ambientais. Na ocasião o secretário realizou vistorias e avaliou os plantios existentes e mapeamento de novas áreas para plantios. Também determinou-se maior cobrança das empresas responsáveis pela manutenção dos plantios.

A ideia de murar o San Conrado partiu de um grupo de moradores de áreas vulneráveis, que assustados com a violência, – uma moradora, inclusive foi baleada na barriga -, solicitaram a administração o fechamento com muros dessas áreas.

Após todos os questionamentos, tanto do orçamento da obra, como das licenças ambientais, a diretoria se defendeu dizendo que tinha a autorização verbal do secretário Rogério Menezes. Para se emitir as licenças necessárias, além da Secretaria do Verde, da Secretária de Obras e Planejamento, também precisa de um parecer do Congeapa, o que não aconteceu.

Recentemente, através de um comunicado interno, a diretoria afirmou que a área do viveiro estava irregular e precisava se adequar a legislação. Mas, de acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, o secretario Rogério Menezes declarou, que não cabe regularização do viveiro, por não se tratar de uma produção comercial. No entanto, a orientação dada foi a retirada de transbordo de resíduos que estavam no local.

 

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