Ministra do Planejamento diz que decisão foi tomada após conversas com o presidente e avaliação do cenário eleitoral paulista

A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), confirmou nesta quinta-feira (12) que será candidata ao Senado por São Paulo nas próximas eleições. O anúncio foi feito durante conversa com jornalistas no Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, realizado em Campo Grande (MS), e ocorre após articulações políticas conduzidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Segundo Tebet, a possibilidade de disputar uma vaga no Senado paulista vem sendo discutida há cerca de seis meses com integrantes do governo federal e com o próprio presidente da República. A ministra afirmou que decidiu aceitar o convite após avaliar o desempenho eleitoral que teve no estado na eleição presidencial de 2022.
“Tem seis meses que eu tenho sido provocada positivamente de que preciso cumprir um papel em nome do país. E quando isso chegou até mim, eu fui investigar a razão dessa convocação. E, para a minha grata surpresa, fui ver que São Paulo tinha me dado mais de um terço dos votos para presidente da República. Foi onde eu tive mais votos”, declarou a ministra.
De acordo com Tebet, a conversa decisiva com Lula ocorreu no dia 27 de janeiro, durante uma viagem oficial ao Panamá. Na ocasião, segundo ela, o presidente a convidou formalmente para disputar uma cadeira no Senado representando o maior colégio eleitoral do país.
Articulação política para 2026
Nos bastidores de Brasília, a candidatura de Simone Tebet em São Paulo é interpretada como parte de uma estratégia do Palácio do Planalto para ampliar a base de aliados no estado e fortalecer a presença de partidos da coalizão governista no Congresso Nacional. Apesar de filiada ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), a ministra integra o núcleo político do governo Lula desde o início do mandato.
Ao relatar o processo de decisão, Tebet afirmou que antes de confirmar a candidatura precisou conversar com a família, especialmente com a mãe, que esperava que ela retornasse a Mato Grosso do Sul para ficar mais próxima.
“Eu fiquei de dar uma resposta apenas por uma razão. Eu precisava das bênçãos da minha mãe. Depois de explicar a situação para ela, decidi cumprir essa missão”, disse.
A eventual candidatura da ministra em São Paulo deve provocar rearranjos políticos no estado, onde partidos da base do governo e da oposição já iniciam as articulações para a disputa de 2026. Interlocutores do Congresso avaliam que o movimento também pode redefinir alianças entre o MDB, o PT e outras siglas da base governista no maior colégio eleitoral do país.




