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Três montadoras suspendem produção e dão férias coletivas a metalúrgicos

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A interrupção da produção se deve também a queda nas vendas, em especial por causa dos juros e da inflação altas. Foto Reuters/Washington Alves

 

 

 

A partir desta segunda-feira (20), a GM, a Hyundai e a Stelantis (dona das marcas Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën) param por falta de peças e também de compradores. As três montadoras deram férias coletivas aos metalúrgicos e metalúrgicas. A Volkswagen do Brasil, que em fevereiro, suspendeu pela quinta vez a produção em três de suas plantas no país por falta de chips semicondutores, essenciais para a tecnologia aplicada aos veículos. volta a parar no dia 27.

A pandemia vem forçando a paralisação das linhas de produção há cerca de dois anos por falta de chips semicondutores. Mas, agora, segundo reportagem do jornal O Estado de S Paulo, a interrupção da produção se deve também a queda nas vendas, em especial por causa dos juros e da inflação altas.

A Hyundai concedeu férias coletivas de três semanas para os trabalhadores dos três turnos da unidade que produz os modelos HB20 e Creta em Piracicaba (SP).

Na quarta-feira, 22, a Stellantis dispensa por 20 dias os funcionários do segundo turno da fábrica da Jeep em Goiana (PE) e, uma semana depois, os operários do primeiro e do terceiro turnos, por dez dias, período em que toda a produção dos SUVs Renegade, Compass, Commander e da picape Fiat Toro estará paralisada.

A General Motors também suspenderá a produção da picape S10 e do SUV Trailblazer na planta de São José dos Campos (SP) de 27 de março a 13 de abril. No fim de fevereiro, a fábrica que produz os modelos das marcas francesas Peugeot e Citroën, também do grupo Stellantis, encerrou o segundo turno de trabalho em Porto Real (RJ) e antecipou a dispensa de 140 funcionários com contratos temporários.

A Volkswagen vai suspender toda a produção na planta de Taubaté (SP) por dez dias também a partir do dia 27. Entre fim de fevereiro e início deste mês a marca já tinha paralisado as linhas das outras três unidades no País alegando falta de componentes.

Segundo a reportagem, “a melhora no fornecimento global de componentes, especialmente de semicondutores, ajudou as fabricantes de veículos a recomporem os estoques. No auge da pandemia os estoques caíram para volumes próximos a dez dias de vendas, e alguns automóveis chegaram a ter fila de espera de até seis meses”. Mas, a queda das vendas obrigou as fábricas a dar férias coletivas novamente.

Executivos e analistas do setor automotivo dizem que o problema de demanda já vinha ocorrendo, mas no ano passado foi, de certa forma, “maquiado” pela falta de chips. O crescimento de vendas previsto para este ano, na casa dos 4% nas contas da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) é pequeno e muitas montadoras continuarão fazendo ajustes.

A previsão do setor era de que boa parte dos mais de 600 mil carros que deixaram de ser produzidos nos últimos dois anos por falta de peças seria vendida neste ano, mas isso “não deve ocorrer diante da perda do poder de compra do consumidor, inflação e juros altos, restrição dos bancos na liberação de crédito por causa da inadimplência e indefinições de políticas econômicas por parte do novo governo”, disse ao jornal Fernando Trujillo, consultor da S&P Global Brasil.

Estudo recém-concluído pela S&P Global mostra que a indústria automotiva brasileira opera com quase 40% de ociosidade, diz o Estadão.

Fonte CUT

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