CPMI do INSS deve ouvir “Careca do INSS” nesta quinta-feira

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A CPMI busca esclarecer não apenas o papel do operador, mas também a rede de servidores e instituições envolvidas, além de eventuais conexões políticas que teriam dado sustentação ao esquema.. Foto Reproduçao do Linkedin

Apontado como articulador de esquema bilionário de fraudes em aposentadorias, Antônio Carlos Camilo Antunes está preso em Brasília


Por Sandra Venancio – Foto Reprodução Linkedin

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) deve ouvir nesta quinta-feira (25) Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O depoimento ocorre após sucessivos adiamentos e a convocação de familiares e pessoas próximas ao investigado.

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Antunes é apontado pela Polícia Federal como um dos principais articuladores de um esquema que desviou bilhões de reais em aposentadorias e pensões. Segundo as investigações, ele atuava como lobista e facilitador, pagando propina a servidores do INSS em troca de acesso ilegal a dados de beneficiários. Essas informações eram repassadas a entidades que aplicavam descontos irregulares em benefícios.

Adiamentos e acordo com o STF

A oitiva de Antunes chegou a ser marcada para a terça-feira (23), mas foi adiada após decisão do presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG). A defesa do investigado havia comunicado na semana anterior que ele não compareceria, mesmo após manifestar disposição em usar a sessão para se defender das acusações.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso, estabeleceu que a ida de Antunes ao Congresso seria facultativa. Com isso, caberia ao próprio investigado decidir sobre a participação.

Detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Antunes optou agora por comparecer, após a convocação de sua esposa, filho, sócio e um funcionário. “Foi feito um trabalho bem interessante com o advogado, e ele se comprometeu. Transferimos para quinta para que todos tenham tempo para as perguntas”, disse o senador Viana, em tom irônico ao lembrar das desistências anteriores.

Esquema sob investigação

Segundo a Polícia Federal, o grupo liderado por Antunes movimentou valores bilionários em fraudes contra aposentados e pensionistas. O “Careca do INSS” seria responsável por intermediar repasses de propina e organizar a atuação de entidades que recebiam os dados ilegais para promover cobranças indevidas.

A CPMI busca esclarecer não apenas o papel do operador, mas também a rede de servidores e instituições envolvidas, além de eventuais conexões políticas que teriam dado sustentação ao esquema.

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