Gleisi Hoffmann cobra redução da Selic e critica Campos Neto por “terrorismo fiscal”

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As próximas reuniões do Copom estão marcadas para os dias 4 e 5 de novembro. Foto Antonio Cruz/Agencia Brasil

Ministra da Secretaria de Relações Institucionais diz que juros em 15% travam o crescimento e beneficiam o setor financeiro

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, pediu nesta terça-feira (14) que o Banco Central reduza a taxa básica de juros (Selic), hoje em 15%. Em entrevista ao SBT, Gleisi criticou o presidente da instituição, Gabriel Galípolo acusando-o de promover “terrorismo fiscal” e favorecer o mercado financeiro.

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“Não temos interferência no que ele faz. André Galípolo fez terrorismo fiscal. O setor produtivo também tem que pressionar o Banco Central, que hoje só é pressionado pelo setor financeiro. É uma taxa estratosférica, ruim para o crescimento econômico. A inflação está controlada e o dólar está baixando”, afirmou a ministra.

A Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por ajustar os juros conforme o cenário econômico. Taxas elevadas encarecem o crédito e desestimulam o consumo, o que pode frear o crescimento. As próximas reuniões do Copom estão marcadas para os dias 4 e 5 de novembro, quando o colegiado poderá decidir se mantém ou reduz o atual patamar de juros.

A pressão do governo sobre o Banco Central vem crescendo nas últimas semanas, diante da desaceleração econômica e das dificuldades em destravar investimentos. Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro, tem mandato até o fim de 2024.

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