PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026 e atinge R$ 3,3 trilhões

Data:

Impulsionada por safra recorde de soja e forte retomada dos investimentos, economia brasileira mostra expansão generalizada nos três grandes setores produtivos

No comércio exterior, o balanço de forças foi misto: as exportações de bens e serviços brasileiras recuaram 1,7% na comparação trimestral imediata, enquanto as importações de insumos e produtos saltaram 4,4% no mesmo período.. Foto ricardo Stuckert/PR

🎙️ [Clique aqui para ouvir o comentário do nosso analista econômico sobre o impacto do crescimento do PIB no bolso do consumidor]

👉 Clique aqui e siga o canal do Jornal Local no WhatsApp] para receber as atualizações diretamente no seu celular!

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil apresentou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com os três meses finais de 2025. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, a riqueza gerada pela economia nacional somou R$ 3,3 trilhões no período.

Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, a atividade econômica brasileira registrou uma expansão de 1,8%. Já no acumulado dos últimos quatro trimestres, o crescimento consolidado do país atinge a marca de 2,0%.

Agropecuária lidera expansão entre os setores

O resultado positivo foi sustentado pela performance simultânea dos três grandes pilares da economia. A Agropecuária liderou o ritmo de crescimento com alta de 2,0%, impulsionada por condições climáticas favoráveis e pela safra recorde de soja, que teve expansão estimada de 4,8% na produção anual.

A Indústria avançou 1,0%, puxada pelo excelente desempenho da atividade extrativa mineral (petróleo e gás), enquanto o setor de Serviços — que responde por cerca de 70% do PIB nacional — registrou alta moderada de 0,5%.

Setor ProdutivoVariação (vs. 4º Trim/2025)Principais Destaques
Agropecuária+ 2,0%Safra recorde de soja (+4,8% no ano) e clima positivo.
Indústria+ 1,0%Extrativa mineral (+3,6%) e Construção Civil (+2,9%).
Serviços+ 0,5%Informação e Comunicação (+2,4%) e Atividades Imobiliárias (+1,2%).

Pelo lado das retrações setoriais, a indústria de transformação andou de lado (+0,1%), enquanto o segmento de transportes, armazenagem e correios recuou 0,7% no trimestre.

Consumo e virada nos investimentos movem a demanda

Sob a ótica da demanda (como a riqueza é consumida), o grande motor econômico continuou sendo o Consumo das Famílias, que cresceu 1,0% no período.

No entanto, o dado que mais chamou a atenção dos analistas foi a forte reação dos investimentos produtivos — medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). Após amargar uma queda de 3,4% no final do ano passado, os investimentos saltaram 3,5% neste primeiro trimestre de 2026.

“O consumo das famílias é o agregado com mais peso entre os usos e contribuiu para o maior crescimento da economia este trimestre”, explicou Ricardo Montes de Moraes, coordenador de Contas Nacionais do IBGE. “Já o investimento cresceu 3,5% depois de ter caído no trimestre anterior. Mesmo com um peso bem menor, teve contribuição significativa.”

No comércio exterior, o balanço de forças foi misto: as exportações de bens e serviços brasileiras recuaram 1,7% na comparação trimestral imediata, enquanto as importações de insumos e produtos saltaram 4,4% no mesmo período.

O IBGE informou que a próxima fotografia detalhada da economia nacional, contendo os resultados consolidados do segundo trimestre de 2026, será publicada oficialmente no dia 1º de setembro.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe esse Artigo:

spot_img

Últimas Notícias

Artigos Relacionados
Relacionados

Simples Nacional: empresas têm até 30 de setembro para pedir adesão ao regime em 2027

Prazo foi antecipado por causa da reforma tributária. Empresas...

Receita paga R$ 1,24 bilhão em restituições do Imposto de Renda nesta segunda-feira

Quarto e último lote regular de 2026 beneficia 521.935...

Durigan atribui alta da dívida aos juros, mas dados fiscais mostram que a conta tem mais de um componente

Ministro da Fazenda afirma que o endividamento cresce principalmente...

IPCA-15 registra deflação de 0,40% em agosto, puxada por energia, combustíveis e alimentos

Prévia da inflação oficial acumula alta de 3,09% no...
Advogados do senador e candidato à Presidência querem que apuração sobre recursos públicos destinados a entidades ligadas à produção seja transferida para André Mendonça, que já relata outros procedimentos...