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terça-feira, janeiro 27, 2026
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Senador Alcolumbre entra na mira em esquema ilegal de venda de Mounjaro

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Polícia apura tráfico de medicamentos em rede que abasteceria políticos

A Polícia Federal investiga o empresário Alberto Felipe Silva, conhecido como “Beto Louco”, suspeito de comandar um esquema ilegal de venda do Mounjaro — remédio de alto custo usado para emagrecimento e diabetes — que teria abastecido o senador Davi Alcolumbre (União-AP). A apuração mira a compra, distribuição e importação irregular do medicamento sem nota fiscal e sem prescrição médica válida.

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Segundo investigadores, Beto mantinha uma rede de intermediários que revendia o produto para clientes de alto padrão, incluindo empresários e autoridades em Brasília. O medicamento era adquirido fora dos canais oficiais e chegava ao país com documentação irregular, o que caracteriza tráfico de substâncias sujeitas a controle sanitário. O valor cobrado superaria o preço praticado em farmácias, o que indica lucro milionário com o esquema.

A PF investiga se a rede liderada por “Beto Louco” usava vínculos políticos para facilitar entrada de produtos irregulares e proteger o negócio de fiscalizações. Foto Andressa Anholete/Agência Senado

Em depoimentos e mensagens apreendidas, há referências ao envio de caixas de Mounjaro para gabinetes e endereços ligados a políticos. No caso de Alcolumbre, a polícia apura se houve pagamento direto, uso de interposta pessoa e eventual favorecimento irregular. Ainda não foi confirmado se o senador sabia da origem ilegal dos medicamentos. A defesa dele não se manifestou.

A expansão clandestina do Mounjaro e de concorrentes como Ozempic e Wegovy se tornou um filão lucrativo controlado por atravessadores, com falsificações e importações sem padrão sanitário. Investigações recentes apontam que parte do comércio paralelo abastece clínicas estéticas, influenciadores e autoridades que buscam o remédio antes de seu lançamento oficial no Brasil.

A PF investiga se a rede liderada por “Beto Louco” usava vínculos políticos para facilitar entrada de produtos irregulares e proteger o negócio de fiscalizações. O mercado ilegal de medicamentos controlados pode envolver crimes tributários, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Se comprovado o uso por agentes públicos, o caso pode resultar em responsabilização administrativa e penal, além de quebra de decoro parlamentar.

https://twitter.com/manumayrink/status/1996902466122928207?s=20

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