Celso Amorim compara pressão sobre Irã como a que aconteceu com o Iraque
A secretária de estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, em visita ao Brasil, expôs ontem suas divergências com o país em relação ao Irã. Em entrevista, Hillary debateu, com Celso Amorim, diversos pontos de discordância entre os países.
Para Hillary, o Irã não faz esforços para mostrar ao mundo que não há interesse de produzir uma bomba nuclear. Ela acredita que os iranianos estão enganando os demais países que acreditam em uso da energia nuclear com fins pacíficos. “Os iranianos contam uma história para a China, outra para a Turquia, outra para o Brasil” afirmou a secretária de estado.
Durante o discurso de Hillary, Amorim fazia gestos e olhares de discordância. Ele comparou a pressão dos EUA contra o Irã com a que aconteceu ao Iraque em 2003. “As ameaças de que os iranianos desenvolveriam armas químicas nunca se materializou, e o custo para o mundo foi enorme” disse.
Celso Amorim defendeu que ainda pode haver outro acordo e pediu compreensão dos dois lados. Entretanto, ficou claro que os dois países são contra o Irã desenvolver armas químicas.
América Latina
Hillary, ao ser questionada, disse que a Venezuela deveria seguir os exemplos do sul, como Brasil e Chile. Ela disse que o país deve restabelecer a liberdade política e econômica.
Em relação a Honduras, Amorim mostrou-se disposto para reconhecer o novo presidente, eleito por voto direto, Porfírio Lobo.
Gustavo Gimenez




