Lula vence em Minas Gerais e reduz diferenças em estados onde Flávio Bolsonaro ganhou

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No segundo turno, o presidente reeleito recebeu aproximadamente 24,4 milhões de votos na região, enquanto Flávio Bolsonaro obteve cerca de 10,7 milhões, conforme os números apresentados no levantamento. Foto Ricardo Stuckert/PR

Petista terminou o segundo turno com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do candidato do PL; resultado estadual mostra avanço de Lula em diferentes regiões do país

Por Sandra Venancio – Jornal Local

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Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 80 anos, foi reeleito presidente da República neste domingo (25), após superar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. No primeiro turno, Flávio havia terminado numericamente à frente. Na votação decisiva, Lula recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos válidos, enquanto o adversário somou 59.826.041 votos, ou 48,21%. A diferença foi de aproximadamente 4,43 milhões de votos, segundo os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O resultado por unidade da Federação mostra uma disputa dividida territorialmente. Lula venceu em 13 estados, incluindo Minas Gerais, além de obter a maioria dos votos no exterior. Flávio foi o mais votado em outros 13 estados e no Distrito Federal.

Minas Gerais registra a menor diferença

Minas Gerais foi o único estado em que Lula superou Flávio depois de ter ficado atrás do senador no primeiro turno, de acordo com os dados apresentados no levantamento. O petista terminou a votação estadual com 50,43% dos votos válidos, ante 49,57% do adversário. A diferença foi de 0,86 ponto percentual.

O estado tem um dos maiores eleitorados do país e costuma receber atenção nas análises eleitorais nacionais. A série histórica, porém, deve ser examinada com cuidado antes de se afirmar que Minas Gerais sempre ou necessariamente antecipa o resultado presidencial. O resultado de 2026, por si só, não estabelece uma regra para eleições futuras.

Nordeste mantém maioria para Lula

O Nordeste foi a região com maior concentração de votos em Lula. No segundo turno, o presidente reeleito recebeu aproximadamente 24,4 milhões de votos na região, enquanto Flávio Bolsonaro obteve cerca de 10,7 milhões, conforme os números apresentados no levantamento.

Lula venceu nos nove estados nordestinos. Na Bahia, alcançou 71,31% dos votos válidos; em Pernambuco, 69,2%. Os resultados estaduais mostram a distribuição dos votos, mas não permitem atribuir a decisão dos eleitores a um único fator, como renda, programas sociais ou atuação das campanhas.

Avanço em estados vencidos por Flávio

No Rio de Janeiro, estado associado à trajetória política da família Bolsonaro, Flávio terminou com 53,1% dos votos válidos, contra 46,9% de Lula. A diferença foi de 6,2 pontos percentuais. No primeiro turno, segundo os números do levantamento, a distância entre os candidatos havia sido de 13,6 pontos.

Em Goiás, Flávio obteve 59,66% dos votos válidos e Lula, 40,34%. No primeiro turno, o estado também havia registrado votos para outros candidatos, entre eles o então ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). A comparação entre as duas rodadas permite observar a mudança no resultado final, mas não identifica individualmente como os eleitores que votaram em outros nomes decidiram no segundo turno.

Roraima apresentou a maior diferença estadual em favor de Flávio: 72,46% dos votos válidos, ante 27,54% de Lula. Em Minas Gerais, como mencionado, a diferença entre os dois foi a menor do país.

Mobilização de campanha e redes sociais

A campanha de Lula intensificou os atos presenciais na reta final do segundo turno. No sábado anterior à votação, o presidente participou de atividades em Copacabana, no Rio de Janeiro, e na avenida Paulista, em São Paulo.

Nas redes sociais, o deputado federal André Janones (Rede-MG) organizou ações de mobilização digital e utilizou um canal no WhatsApp para orientar apoiadores sobre atividades de campanha. Parlamentares e integrantes de movimentos políticos também participaram da divulgação de conteúdo favorável ao candidato.

A mobilização digital e os atos públicos fizeram parte da estratégia eleitoral, mas os números de participação em canais e transmissões, isoladamente, não comprovam quantos votos foram conquistados por essas iniciativas. Para medir seu efeito sobre o resultado, seriam necessários dados específicos que permitissem estabelecer essa relação.

Abstenção e votos inválidos

O segundo turno registrou aproximadamente 128,2 milhões de comparecimentos, com abstenção em torno de 19,2%, segundo o balanço divulgado pelo presidente do TSE. No primeiro turno, a taxa de abstenção havia sido de 21,08%. A redução indica que uma parcela maior do eleitorado compareceu à votação decisiva.

O levantamento também aponta queda nos votos brancos e nulos entre os dois turnos. Esses votos não são contabilizados como válidos para nenhum dos candidatos. Para comparar corretamente os números, é necessário observar se cada percentual se refere ao total de votos ou apenas aos votos válidos.

A redução da abstenção e dos votos inválidos ajuda a descrever a participação eleitoral, mas não permite concluir, sem análise adicional, qual candidato foi beneficiado pela mudança. O resultado final foi definido pela soma dos votos válidos registrados em todo o país e no exterior.

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