Apoiadores de Flávio Bolsonaro acompanham apuração sob chuva no Rio em frente a casa de Jair Bolsonaro

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Quando o resultado parcial passou a favorecer o candidato petista, parte do grupo interrompeu as comemorações e passou a acompanhar a atualização dos números pelos celulares. Foto Reprodução

Grupo de cerca de 20 pessoas se reuniu diante do condomínio Vivendas da Barra; manifestantes defenderam intervenção militar e ajuda de Donald Trump após Lula assumir a liderança na apuração

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Cerca de 20 apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL) se reuniram sob chuva, no domingo (25), diante do condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio de Janeiro, para acompanhar a apuração do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O grupo comemorou quando Flávio assumiu temporariamente a liderança na contagem dos votos, mas a reação mudou quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou à frente, às 20h25, segundo o relato publicado pelo Diário do Centro do Mundo.

Durante a apuração, os manifestantes soltaram fogos de artifício, cantaram jingles da campanha e gritaram palavras de ordem contra Lula. Quando o resultado parcial passou a favorecer o candidato petista, parte do grupo interrompeu as comemorações e passou a acompanhar a atualização dos números pelos celulares.

Contestação e pedidos de intervenção

Alguns participantes afirmaram não aceitar o resultado e questionaram a decisão judicial que prorrogou o horário de votação até as 19h. Eles alegaram que a medida teria favorecido Lula, mas não apresentaram, no relato, provas de que a extensão do horário tenha alterado o resultado nacional.

Entre as manifestações registradas, apoiadores defenderam que Flávio convocasse as Forças Armadas e buscasse ajuda do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar reverter a derrota. Também houve questionamentos à confiabilidade das urnas eletrônicas, apesar de a contestação política, por si só, não comprovar irregularidade na votação.

O encontro também foi marcado por declarações contra eleitores nordestinos. Uma mulher atribuiu o resultado ao voto de pessoas da região e afirmou: “O Nordeste, mais uma vez, com a Bahia, aquele povo pobre que só vota no PT, fez isso com o Brasil de novo”. Outra participante respondeu: “enquanto não separar o Nordeste, o Brasil vai sofrer isso aí”.

As declarações expressam a posição dos manifestantes ouvidos no local e não representam, necessariamente, a opinião de todos os eleitores de Flávio Bolsonaro.

Condomínio ligado ao entorno de Bolsonaro

O Vivendas da Barra ganhou projeção nacional por ter sido residência de Jair Bolsonaro (PL) e por sua associação ao caso dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em março de 2018. Ronnie Lessa, ex-policial militar que morou no condomínio, foi condenado por participação nos crimes.

Na véspera da votação, Flávio encerrou seu último ato de campanha diante do residencial. Durante a apuração, moradores do condomínio e de edifícios vizinhos exibiram bandeiras brasileiras e soltaram fogos quando o senador apareceu à frente na contagem. Após a consolidação do resultado, segundo o relato, as janelas foram fechadas e as luzes de alguns apartamentos apagadas.

A reunião expôs a reação de um grupo de apoiadores diante da derrota eleitoral e a circulação de discursos que questionavam o resultado ou defendiam a participação militar na disputa política. As alegações de fraude, entretanto, precisam ser avaliadas com base em evidências verificáveis e em decisões das autoridades eleitorais, não apenas em manifestações de inconformismo.

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