Escova Progressiva Mitos e verdades

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A escova progressiva, método para alisar cabelos, está na mira da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mas também há muitos que defendem o processo.
A principal polêmica está no uso do formol, substância apontada como tóxica pelo Instituto Nacional do Câncer.
A Anvisa não registra alisantes capilares que tenham como base o formol em sua fórmula. A substância só tem uso permitido em cosméticos nas funções de conservante (limite máximo de uso permitido 0,2%). O que não acontece com a Escova Francesa, o Alisamento Japonês, a Escova Definitiva, e etc.
“A escova progressiva, como o próprio nome diz, é para tratar os cabelos progressivamente, é indicado para cabelos ondulados, frizados, com volumes, ressecados. Nós do Faces, usamos o produto Glinet que possui 0,2% de formol aprovado pela vigilância sanitária. Todas as clientes que fizeram a progressiva não conseguem mais viver sem, elas amaram o resultado, “ diz Vanessa Parizani sócia proprietária do Faces em Sousas.
Todos os produtos registrados pela Anvisa que apresentam o formol na sua composição têm as concentrações da substância dentro dos limites previstos nas legislações. Quando o produto não é registrado, significa que a composição não foi avaliada, o que pode representar perigos à saúde.
O risco do formol em sua aplicação indevida é maior quando a concentração e a freqüência do uso, e se dá pela inalação dos gases e pelo contato com a pele, sendo perigoso para profissionais que aplicam o produto e para usuários.
“Faço escova progressiva há muito tempo, ao todo foram 7, fiquei desesperada quando pensei que pudesse não existir mais a escova. Minha vida mudou depois da progressiva, virei outra pessoa, minha auto-estima melhorou muito, hoje recebo muito elogios, consigo viajar sem me preocupara com secador, chapinha. O cabelo é tudo na vida de uma mulher, é a moldura do rosto!” afirma Ana Maria.
O formol é considerado cancerígeno pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Quando absorvido pelo organismo por inalação e, principalmente, pela exposição prolongada, apresenta como risco o aparecimento de câncer na boca, nas narinas, no pulmão, no sangue e na cabeça.
Existem outras substâncias, registradas na Anvisa, que podem ser utilizadas em alisamentos capilares. Entre elas estão o Tioglicolato de Amônio, Hidróxido de Sódio, Hidróxido de Potássio, Hidróxido de Cálcio, Hidróxido de Lítio e o Carbonato de Guanidina.
A farmacêutica Isabela Jacinto disse que a vigilância sanitária está proibindo os representantes em vender o produto em farmácias. “Nós nunca tivemos restrições para vender o produto em farmácia, mesmo por que só existe frasco com 100 ml, para se fazer a escova é usado muito mais e não houve um aumento na procura do produto depois da escova progressiva em farmácias. Sempre vendemos com finalidade bactericida,” afirma Isabela.

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