Economizar tempo e dinheiro, obter respostas mais rápidas e confiáveis, e ainda evitar exposição de pessoas a situações de risco. Estas são as principais vantagens que podem ser obtidas com a utilização de um robô subaquático controlado remotamente, que foi testado pela Prefeitura na manhã desta quinta-feira, dia 3 de fevereiro, na Lagoa do Taquaral.
O secretário de Meio Ambiente, Paulo Sérgio Garcia de Oliveira, e o diretor da Defesa Civil, Sidney Furtado, acompanharam o teste, que foi efetuado por pesquisadores e técnicos do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer, órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
“Este equipamento mostrou ser eficaz e eficiente na inspeção das condições de açudes e rios”, afirmou Sidney Furtado. O diretor da Defesa Civil afirmou que o robô mostrou bom desempenho em diversos trabalhos como, por exemplo, a mensuração do grau de assoreamento de açudes e pode ser agregado a um sistema de prevenção.
Sidney explicou que o teste realizado na manhã desta quinta-feira faz parte dos estudos que estão sendo realizados conjuntamente entre o CTI e a Defesa Civil com a finalidade de utilizar tecnologia avançada para monitoramento ambiental e prevenção de desastres naturais. Os dados obtidos com o teste desta manhã serão analisados tecnicamente.
“Temos buscado desde soluções simples – como as réguas individuais de medição – até tecnologias de ponta, sempre com o olhar voltado para a prevenção. Campinas ganha mais um instrumento auxiliar para evitar que a cidade passe por desastres naturais como os ocorridos em décadas anteriores”, disse o secretário de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública, Carlos Henrique Pinto.
Tecnologia
O robô testado é o modelo LBV200, desenvolvido pela Divisão de Robótica e Visão Computacional do CTI. Segundo o pesquisador Roberto Tavares, os produtos ali desenvolvidos visam estender os sentidos em locais onde a presença humana é difícil e arriscada.
“Na realidade, nós apenas fornecemos os subsídios – por intermédio das imagens e outros dados biofísicos, como o campo magnético e a temperatura por exemplo – para que os especialistas tomem suas decisões”, explicou o pesquisador.
O LBV200 pode atingir distâncias de até 200 metros, dispõe de duas câmeras (uma infravermelha e outra preta e branca), sonar e pode inclusive detectar a presença de objetos metálicos, como armas ou veículos, no fundo de rios, lagos e açudes.




