O consumidor deve ficar atento e pesquisar na hora de comprar ovos de Páscoa em Campinas. A variação de preços de um mesmo item em estabelecimentos diferentes pode chegar a até 150,06%, conforme constatou a pesquisa do Procon, divulgada nesta sexta-feira, 30 de março.
O ovo de Páscoa Amor Sing’s com pedacinhos de paçoca (formato coração), nº 15, de 220g da Arcor que custava R$ 21,48 no Walmart do Shopping Dom Pedro, era encontrado por R$ 8,59 no supermercado Paulistão do Jardim do Lago. Isso dá uma diferença de R$ 12,89 em valor absoluto.
O levantamento foi realizado pelo Procon de Campinas em parceria com a Fundação Procon de São Paulo entre os dias 14 e 16 de março em 10 estabelecimentos, como supermercados e magazines e atacadistas em diferentes regiões da cidade.
Os técnicos do Procon pesquisaram 134 itens, entre ovos de chocolate, colomba pascal e caixas de bombons. “Por causa da data da pesquisa, vale ressaltar que os preços podem sofrer alterações, para mais ou para menos, porque a tendência é que os estabelecimentos façam promoções ou aumentem os preços conforme vai chegando mais perto da Páscoa”, alerta Viviane Belmont, diretora do Procon de Campinas.
A pesquisa apontou que o atacadista Tenda é o que apresenta o menor preço na comparação com a média geral dos valores praticados entre todos estabelecimentos envolvidos no levantamento. Entre os 134 produtos pascais pesquisados pelo Procon, o Tenda oferece 83 ao consumidor e, deste total, 59 itens tem preço igual ou menor da média calculada pela pesquisa.
Na categoria colombas pascais, a maior diferença de preço constatada foi de 54,71%. O produto Frutas Colomba de 500g da marca Visconti custava R$ 11,99 no Carrefour – Vila Brandina e R$ 7,75 na unidade Tenda do São Bernardo. Em valores absolutos, a diferença de preço é de R$ 4,24.
Entre as caixas de bombons a variação ficou em 78,05%. A caixa de Ferrero Rocher de 187 gramas saía por R$ 28,88 no Walmart do Shopping Dom Pedro, enquanto o mesmo produto era vendido a R$ 16,22 no Tenda do São Bernardo, uma diferença, em reais, de 12,66.
Conselhos
A pesquisa é um guia de referência para o consumidor comprar os ovos de chocolate e pode ser consultada na versão completa, em PDF, no site www.procon.campinas.sp.gov.br. A diretora do órgão, Viviane Belmont, aconselha como regra básica, comparar preço, qualidade e quantidade. “O ovo pode ter o mesmo peso, mas um tem um chocolate de melhor qualidade do que o outro. Então, obviamente, vai custar mais caro. Vai do consumidor querer optar pelo melhor e mais caro ou o de menor qualidade e mais barato”, explica ela.
Outra dica importante do Procon é que o consumidor confira o número do ovo. O ovo de número 20 de uma marca, por exemplo, pode ter o peso em gramas diferente do número 20 da marca concorrente. Segundo Viviane, os fabricantes costumam classificar o número pelo tamanho do ovo em centímetros e não pelo peso. E, ainda em relação ao peso, vale o consumidor checar se o peso contido na embalagem é o peso real do ovo.
“O comprador também não pode esquecer de verificar a data de validade, estado de conservação e a tabela nutricional do produto”, alerta a diretora do Procon. Os “diet” e “light” também merecem atenção. Os “diet” são feitos sem açúcar e, portanto, indicado para pessoas portadoras de diabetes, mas, por outro lado, são ricos em gordura e não servem para aqueles que estão tentando perder peso. Para este tipo de consumidor, os indicados são os da versão “light”, que tem açúcar em quantidade reduzida e não indicados para diabéticos.
Os ovos de Páscoa direcionados às crianças costumam vir com brinquedos. Os pais que vão presentear os filhos devem conferir se o brinquedo contido na embalagem possui selo de certificação de segurança emitido pelos órgãos competentes.
A pesquisa
De acordo com o Procon, a pesquisa de preços de produtos de Páscoa retrata um mercado bastante diversificado, no qual cada fabricante produz tipos diversos de ovos de chocolate. Por isso, a comparação se restringe à comparação de preços do mesmo produto em diferentes estabelecimentos comerciais.
A parceria entre Procon Campinas e Fundação Procon de São Paulo prevê que os técnicos do Procon de Campinas fiquem encarregados da coleta de preços e a Fundação de Procon de SP, que já tem metodologia para isso, faça a tabulação dos dados e gere o relatório. Esta foi a segunda pesquisa realizada em conjunto entre os dois órgãos. A primeira foi no final do ano passado, na época dos produtos de Natal.




