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sexta-feira, fevereiro 6, 2026
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Cientistas correm contra o tempo para construir carro capaz de superar 1.600 km/h

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O carro que você usa não deve acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 10 segundos. Mas, ao redor do planeta, equipes de cientistas, físicos, engenheiros e pilotos quebram a cabeça para descobrir como ir de 0 a 1.600 km/h em até 20 segundos. É a corrida para construir o carro mais rápido do mundo, que deve ter seu ápice em 2013. O objetivo é quebrar o recorde de 1.227,986 km/h, de 1997, do inglês Andy Green dirigindo o ThrustSSC, o primeiro carro supersônico da história.

Atualmente, pelo menos seis equipes estão na disputa, representando Inglaterra, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia. Três delas estão avançadas nos testes e podem chegar ao recorde já no próximo ano. As outras ainda estão em fases iniciais e só devem colocar os carros na pista em cinco ou seis anos.

Os ingleses da Bloodhound SSC contam com a experiência de Green e de outro ex-recordista, Richard Noble (1.019 km/h em 1983), englobando um projeto ligado a divulgação de conhecimento. Os australianos da Aussie Invader 5R já fizeram uma tentativa, nos anos 90, e voltam agora com seu terceiro modelo, apostando na experiência de Rosco McGlashan, recordista do kart mais rápido da história (407 km/h). Já os norte-americanos da North American Eagle, comandados por Ed Shaddle, estão há dez anos tentando chegar ao recorde.

“A corrida pelo recorde de carro mais rápido do mundo está vivendo uma verdadeira ‘Era de Ouro’, com tantas pessoas tentando fazer um carro andando a 1.000 milhas por hora. O melhor do nosso esporte é que não estamos limitados por regras como, por exemplo, a Fórmula 1, em que a tecnologia é guardada a sete chaves pelas equipes e, mesmo assim, todos os carros são iguais. Aqui, os caminhos usados podem ser diferentes e, por isso mesmo, as soluções são diferentes. Quanto mais gente buscar o recorde, mais a tecnologia vai evoluir. E todo o mundo vai se beneficiar”, comemora o piloto do Bloodhound e atual recordista, Andy Green.

Apesar dessa busca por soluções diferentes, todas as equipes usam, basicamente, os mesmos princípios. A velocidade desejada é de 1.000 milhas por horas, pouco mais de 1.600 km/h. Para isso, os carros são empurrados por grandes turbinas, como as usadas em jatos supersônicos ou foguetes espaciais. O formato e as dimensões também são parecidos, com carros longos, de 14 a 18 metros, e finos, lembrando os aviões a jato (um deles, inclusive, usa um avião com asas cortadas). O peso também varia, de 5,8 toneladas do American Eagle a 9,4 toneladas do Aussie Invader 5R (com o tanque cheio).

Para suportar peso e, principalmente, velocidade, as rodas são um capítulo a parte. Nada de borracha como nos veículos comuns: os carros supersônicos usam peças de liga metálica feitas sob medida, para manter a forma mesmo acima dos 1.000 km/h. Já a fuselagem é de fibra de carbono, o mesmo material usado na Fórmula 1, e ligas metálicas, dependendo da área.

As particularidades, porém, são muito mais interessantes.

Fonte: UOL

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