Senadora do PDT aparece com 46,9% das intenções consolidadas, à frente de Michelle Bolsonaro (PL), que soma 42%; levantamento também mostra Celina Leão na liderança pelo governo do Distrito Federal
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A senadora Leila do Vôlei (PDT) aparece na liderança da disputa pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado nas eleições de 2026, segundo pesquisa Correio/OPINIÃO Inteligência divulgada nesta quarta-feira (5). A parlamentar reúne 46,9% das intenções de voto consolidadas, resultado da soma dos eleitores que a apontaram como primeira ou segunda escolha. Michelle Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 42%.
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O resultado mostra uma mudança importante em relação à primeira rodada da mesma pesquisa, divulgada em junho. Naquele levantamento, Michelle Bolsonaro aparecia numericamente na liderança, com 38,8%, enquanto Leila tinha 30,2%. Como cada eleitor do Distrito Federal escolherá dois candidatos ao Senado, a pesquisa considera a soma das duas preferências para medir a força dos nomes na disputa.
pesquisa Correio/Opinião que trouxe Leila do Vôlei (PDT) com 46,9% e Michelle Bolsonaro (PL) com 42%, a queda de Michelle pode ter várias explicações — e é importante não tratar nenhuma delas como causa comprovada sem cruzar os dados de rejeição, série histórica e perfil dos entrevistados.
Fatores com rejeição e bolsonarismo
O fator mais evidente é a rejeição. Michelle aparece com 30,6% de rejeição, a maior entre os principais nomes. Leila tem apenas 12%. Em uma eleição para duas vagas ao Senado, isso é relevante porque o eleitor pode escolher dois candidatos, e uma rejeição alta reduz a capacidade de ampliar votos na segunda opção.
Outro ponto é a polarização do eleitorado. Michelle é uma candidata muito identificada com o bolsonarismo. Isso pode produzir uma situação paradoxal: ela mantém uma base muito fiel — tanto que ainda aparece com 28,7% como primeira escolha — mas encontra dificuldade para conquistar eleitores que não pertencem ao campo bolsonarista. Leila, ao contrário, consegue somar 23,5% como primeira escolha e 23,4% como segunda, mostrando uma distribuição mais equilibrada.
Há também um elemento matemático importante: a eleição para o Senado permite dois votos. Isso muda completamente a lógica de uma pesquisa presidencial ou para governador. Um eleitor pode escolher Michelle como primeira opção e Leila como segunda. Ou seja, a capacidade de ser uma “segunda escolha” pode ser decisiva. Nesse quesito, Leila aparece particularmente forte.
A questão política
Michelle também pode estar enfrentando um problema de transferência do capital político de Jair Bolsonaro.
Ela tem uma marca eleitoral própria, mas continua fortemente associada ao ex-presidente. Isso é uma vantagem para mobilizar o eleitorado bolsonarista, mas pode funcionar como barreira fora desse grupo.
A pesquisa mostra exatamente essa característica: Michelle tem 42% consolidados, mas 30,6% de rejeição. Leila tem uma pontuação maior e rejeição muito menor.
Isso significa que, para Michelle crescer, ela provavelmente precisa fazer algo que é difícil eleitoralmente: ampliar sua imagem para além do eleitorado bolsonarista sem perder a base que a sustenta.



