
O projeto Atletas do Futuro, iniciativa do Serviço Social da Indústria (Sesi), já está implantado em seis escolas de Campinas, graças a uma parceria firmada com a Prefeitura, e a meta da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SMEL) é estender o benefício para toda a rede municipal de ensino. A informação, do secretário Dário Saadi, foi dada aos conselheiros do Orçamento Participativo (OP), na noite de segunda-feira, 27 de julho, no Salão Vermelho do Palácio dos Jequitibás. Saadi prestou contas aos conselheiros ligados ao setor sobre seus quatro meses de gestão frente à pasta.
O Atleta do Futuro é um programa do Sesi que utiliza o esporte para promover a educação e a inclusão social de crianças e adolescentes. Em aulas de iniciação motora e prática esportiva são ensinados valores como ética, trabalho em equipe, superação, respeito, autoestima e saúde. A ideia é de que esses princípios extrapolam as linhas dos campos e quadras e são decisivos para a formação pessoal dos jovens.
Sobre outras realizações e planos, Saadi explicou que, “frente ao nosso orçamento reduzido, em função das restrições econômicas que atingem o país, temos nos escudado bastante em parcerias, incluindo aí as demais secretarias municipais, como Infraestrutura e Serviços Públicos”.
Entre abril e julho deste ano, a SMEL realizou ou apoiou 64 eventos na cidade, com 446.351 participantes e atraindo um público de 258.441 pessoas. A partir de outubro, haverá a etapa estadual dos Jogos Regionais dos Idosos, com previsão de 3,5 mil participantes.
Sobre eventos que integraram as comemorações do aniversário de 241 anos de Campinas, o secretário destacou a 1ª Maratona, que envolveu 300 corredores, público de 2 mil pessoas, e que consagrou Campinas como a 13ª cidade brasileira a realizar esse tipo de evento. “Agora, temos certeza de que a maratona integrará permanentemente o calendário de aniversário da cidade”, comemorou.
Ele lembrou ainda o Jogo das Estrelas, travado no estádio do Guarani entre atletas veteranos de Campinas e São Paulo, e do Amistoso de Vôlei Feminino entre as seleções brasileira e japonesa. “Este último”, acrescentou, “serviu também para comprovar a eficiência das reformas que promovemos no Ginásio do Taquaral”.
Demandas
Um total de 173 demandas do OP disputam verbas do Orçamento Municipal deste ano. Outras 50 demandas ficaram agendadas, após análise de viabilidade técnica e financeira por secretarias municipais, para serem propostas ao projeto orçamentário para 2016.
Na verdade, no ano passado foram discutidas 369 demandas no total, mas 19 acabaram sendo contempladas ao longo daquele mesmo ano, 27 já haviam sido atendidas em 2013, 86 continuam em estudo, sete estão sendo reorientadas, duas ainda precisam ser repensadas e em oito foram detectados problemas. Os critérios para essa classificação partiram das áreas técnicas da prefeitura.
Dentre as demandas incorporadas ao projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2015, a área de saúde lidera o ranking, com 35, seguida de assistência social e cidadania (29). Educação entrou com 25, formalmente; a diferença numérica com relação ao volume discutido na reunião de segunda-feira se deve ao fato de que algumas demandas foram originadas fora do âmbito restrito da pasta
Na continuidade do ranking, seguem: pavimentação (17), esportes e lazer (11), segurança pública (dez), transporte e circulação (nove), saneamento (oito), iluminação (sete), meio ambiente (seis), cultura e desenvolvimento econômico empataram, com cinco demandas cada um; trabalho e renda (quatro) e habitação (duas).
As demandas na área de saúde vão desde a reforma do Centro de Saúde 31 de Março à priorização da informatização de todos os serviços de saúde da rede municipal, passando por reivindicações como ampliação dos recursos humanos nas unidades de atendimento da Administração Regional (AR) 8, implantação de uma oficina municipal de órteses e próteses músculo-esqueléticas e implantação da Ouvidoria da Secretaria Municipal de Saúde, de acordo com o Departamento de Ouvidoria Geral do SUS (Doges), do Ministério da Saúde.
História
Com um histórico de direcionamento para a execução de 664 obras e programas públicos (530 dessas demandas já foram executadas), o OP completou 13 anos de existência em Campinas no dia 26 de abril de 2014. O calendário do ano passado cumpriu 25 assembleias, referentes às regiões administrativas, subprefeituras e segmentos de interesse social, econômico, cultural, esportivo etc, entre 17 de março e 5 de junho, envolvendo um total de 4.372 participantes cadastrados.
O OP nasceu de experiências de democracia participativa na região Sul do Brasil, em meados dos anos de 1980, e hoje vigora em diversos municípios brasileiros, de portes variados, e até já se expandiu para alguns lugares da América Latina, EUA, Canadá e Europa.
Pelo processo do OP, as comunidades se organizam para discutir, a partir de suas necessidades, as prioridades de investimentos das prefeituras. Estas, por meio de suas secretarias, atuam como instâncias de filtro, propiciando estudos de viabilidade técnica e econômica das demandas.
Para mais informações, acesse na internet:
Cartilha – Metodologia do Orçamento Participativo 2014
(redirecionar leitor para: http://www.campinas.sp.gov.br/governo/chefia-de-gabinete-do-prefeito/orcamento-participativo/documentos/cartilha-op-2014-2016.pdf)
Jornal do Orçamento Participativo
(redirecionar leitor para: http://www.campinas.sp.gov.br/governo/chefia-de-gabinete-do-prefeito/orcamento-participativo/jornal-op.php)




