Secretaria estadual dos Transportes calcula uma queda de 16% no índice de
vítimas fatais no feriado do dia do Trabalho deste ano
O índice de acidentes nas estradas paulistas, cálculo feito em cima dos
números de acidentes, veículos em circulação e período, caiu 28% neste
feriado de dia do Trabalho em comparação ao feriado do ano anterior. O
índice de acidentes (IA) do último feriado foi de 1, contra 1,4 em 2008. O
índice de vítimas fatais, nos 22 mil km de estradas estaduais, registrou
uma diminuição de 5,4, para 4,5, de uma operação para outra, uma queda de
16%. O índice de vítimas feridas diminuiu de 65,8 para 59,2, de um ano
para o outro, uma queda de 10%.
Para esclarecer melhor, o índice de acidentes (IA) não é o número absoluto
de acidentes nas estradas. Ele é calculado levando-se em consideração,
além dos dados quantitativos, a extensão das rodovias, o volume diário
médio de veículos (VDM) nas estradas e o período analisado. Essa
metodologia, que começou a ser discutida no Brasil na década de 1970, é
necessária para que haja uma comparação tecnicamente correta, já que há
vários fatores que determinam se o final de semana foi mais ou menos
violento. No caso do feriado de dia do Trabalho, o índice é útil para que
se possa fazer uma comparação entre 2008, quando o feriado foi de quatro
dias, e 2009, quando o feriado foi de três dias.
Apenas a título de informação, neste feriado, em números absolutos: foram
816 acidentes, 38 mortos e 497 feridos.
Reforço nos recursos operacionais e fiscalização mais rigorosa
Várias medidas para manter as estradas seguras foram realizadas pelo
órgãos das Secretarias estaduais dos Transportes e da Segurança Pública na
chamada “Operação Dia do Trabalho”. O esforço mútuo do Departamento de
Estradas de Rodagem – DER, Dersa Desenvolvimento Rodoviário, de treze
concessionárias de estradas, que envolveu 2.200 profissionais, além de 4
mil homens do policiamento rodoviário, órgão especializado da Polícia
Militar do Estado, foi primordial para o sucesso da Operação. Esses
tiveram ainda o apoio de outros órgãos da PM, incluindo as unidades
responsáveis pelo policiamento urbano às margens das rodovias, as unidades
do policiamento de choque e o Grupamento de Radiopatrulha Aérea da Polícia
Militar do Estado de São Paulo.
Em relação à fiscalização por parte dos policiais militares rodoviários
nas estradas paulistas, houve intensificação no controle rígido de
alcoolemia, de velocidade e na fiscalização de motocicletas, além de
outros enfoques abrangidos durante a abordagem de veículos e motoristas.
Foram lavradas 11.475 autuações por infrações de trânsito diversas em todo
o Estado, sendo apreendidos 469 veículos, 222 carteiras de habilitação e
2.048 documentos de veículos por irregularidades. Quanto às questões de
controle de alcoolemia, foram registrados 49 casos de embriaguez. Já no
aspecto da prevenção e repressão criminal, foram apreendidos, também nas
estradas paulistas, 12 kg de cocaína, 9 mil kg de maconha e 5,4 kg de
outras drogas como LSD e êxtase. Além disso, 25 criminosos foram presos em
flagrante, 6 procurados pela justiça foram capturados, 2 armas foram
apreendidas e 16 veículos foram recuperados.
Histórico e fórmula do índice
Os primeiros estudos para uma metodologia que pudesse efetivamente
comparar os resultados de acidentes, baseando-se em quilômetros rodados,
veículos em trânsito e acidentes, começaram em 1940 nos Estados Unidos e
Europa. Em 1956, os estados americanos de Dakota do Sul, Virgínia e Texas
começaram a usar esse tipo de índice. Internacionalmente, o índice é
conhecido como “Accident rate method”. Além dos Estados Unidos, outros
países como Áustria, Dinamarca, França e Alemanha adotam índices
semelhantes. No Brasil, a metodologia começou a ser discutida em 1974.
Desde 2005, o Departamento de Estrada e Rodagem vem aprimorando o índice,
inclusive com a ampliação e melhoramento dos equipamentos de contagem de
veículos, possibilitando a divulgação precisa nos últimos anos.




