Por Mariana Dorigatti
O Movimento Estadual dos Cegos, representado por Vinícius Pereira do Nascimento, reclama da falta de acessibilidade para portadores de deficiência visual na nova Rodoviária de Campinas, a assessoria de imprensa da Prefeitura nega que existam problemas, mas outros institutos de cegos também não estão satisfeitos.
Entres os problemas apontados estão a falta de semáforos sonoros nas ruas e avenidas que dão acesso a rodoviária, falta de sinalização de identificação em portas de banheiros e em plataformas de embarque, e a falta de piso tátil direcional.
Segundo a EMDEC e o CPA, órgão referencial para o debate da acessibilidade em Campinas, o pedido de piso tátil no saguão, guichês, lanchonetes e plataformas traria muito mais confusão na circulação de pessoas do que vantagens. Mas garante a implantação do piso tátil ao longo do terminal, direcionando os deficientes visuais ao balcão de informações, onde podem ter um atendimento personalizado para levá-los a qualquer ponto.
Mas segundo o representante do Movimento Estadual dos Cegos, Vinícius de Oliveira, o deficiente visual precisa ter autonomia para realizar tarefas simples, sem precisar do acompanhamento de outras pessoas. “Andar na rodoviária é uma coisa normal que qualquer cidadão pode fazer com autonomia, e porque não o cidadão com deficiência visual?”, questionou.
Em relação aos outros problemas apontados, a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que não há pendências relacionadas à acessibilidade já que, após a vistoria da CPA todos os ajustes foram aprovados em agosto de 2008. Portanto a EMDEC reafirma que não tem interesse em entrar em debates improdutivos que abordem questões já solucionadas.
O presidente do Instituto Campineiro dos Cegos, Osmar Ferreira Pires, também acredita que a rodoviária apresenta problemas, e destaca que até mesmo uma pessoa normal pode-se perder lá dentro. “O cego tem que fazer um curso pra saber andar na rodoviária”, alertou.




