A Secretaria de Estado da Saúde já distribuiu 6,7 milhões de vacinas contra raiva para todas as cidades do Estado (veja relação por região abaixo). As prefeituras paulistas têm prazo até o final de setembro para iniciar campanhas de imunização em cães e gatos_ geralmente as campanhas ocorrem em agosto. Seringas, agulhas e cartazes também foram entregues pela pasta aos municípios.
A maior quantidade de vacinas foi enviada para a cidade de São Paulo_ 1,3 milhão de doses. Na capital paulista, a campanha contra a raiva termina no domingo. O Estado de São Paulo chega, em 2009, ao oitavo ano seguido sem caso de raiva humana. O último registro da doença ocorreu em 2001, no município de Dracena, região de Presidente Prudente. A vítima, uma mulher, foi atacada por um gato que havia caçado um morcego infectado.
Em 2008 foram imunizados contra a raiva, no Estado, 4,6 milhões de cães e 760.917 gatos. “É importante que, durante as campanhas de vacinação, a população também leve os gatos aos postos, não apenas os cachorros. Os felinos são mais predadores e estão mais sujeitos a morder um morcego contaminado”, afirma Neide Takaoka, diretora do Instituto Pasteur, órgão da Secretaria e referência para todo o mundo em raiva.
A preocupação se justifica pela mudança no perfil epidemiológico da raiva em São Paulo. Até o final da década de 1990, os cães eram responsáveis pela transmissão da maioria dos casos em humanos, papel que passou a ser desempenhado pelos morcegos hematófogos (que se alimentam de sangue)_ os gatos atacam morcegos.
O Instituto Pasteur iniciou de forma coordenada a imunização contra a doença em 1975. Naquela época era preciso tomar cerca de 20 vacinas na barriga para ficar imune à doença depois de mordido por cão, gato ou morcego. Atualmente são necessárias cinco doses no braço. Essas vacinas são aplicadas em qualquer suspeita e buscam impedir a aparição da doença.
As doses em humanos são aplicadas em casos de pós-exposição (pessoas que tiveram qualquer tipo de acidente com mamíferos). Mas também estão disponíveis em casos de pré-exposição, para veterinários, funcionários de canis, laçadores de cães e ecoturistas. Nesse último caso, são aplicadas apenas três doses.
O Instituto Pasteur funciona diariamente das 8h às 20h, inclusive sábados, domingos e feriados. Hoje é considerado o maior centro de vacinação (não apenas contra raiva) da cidade de São Paulo. Mais informações através do site www.pasteur.saude.sp.gov.br




