O biomédico e consultor Roberto Martins Figueiredo, mais conhecido como Dr. Bactéria é uma das principais autoridades brasileiras em saúde pública e um dos maiores especialistas em higiene de alimentos. Atualmente protagoniza uma campanha do Ministério da Saúde sobre a Gripe Suína respondendo dúvidas da população em relação à gripe. Em entrevista exclusiva ao Jornal Local o Dr. Bactéria explica como ocorreu o processo de mutação do vírus H1N1 e descarta a possibilidade de ter sido criado em laboratório.
J.L: Como pode ter ocorrido a fusão dos vírus que só atacavam porcos, com os vírus que atacam humanos e com o vírus que só atacava aves?
R.F: Os porcos têm receptores para os vírus da gripe das aves e dos homens, os três vírus trocaram material genético entre si, criando um quarto vírus com material genético dos vírus suínos, das aves e dos homens voltando para este.
J.L: Sabe-se que muitos vírus foram criados pelo homem para descobrir a cura de inúmeras doenças. Existe a possibilidade do vírus H1N1 ter surgido de experimentação laboratorial? Por quê?
R.F: Isto é lenda, neste momento muita coisa é criada, principalmente pela internet para, por brincadeira ou maldade, levantar dúvidas e causar pânico.
J.L:É muito raro uma “geração espontânea” de um vírus como a H1N1?
R.F: A natureza é um grande laboratório e os vírus estão constantemente expondo seu material genético, existe uma probabilidade muito grande para estes acontecimentos.
J.L: Quais estudos estão sendo feios para identificar a origem do vírus e a vacina?
R.F : O mundo todo está voltado para o desenvolvimento da vacina, inclusive o nosso Butantã e Fundação Oswaldo Cruz
J.L: Pode-se dizer que a contaminação do vírus deve-se em boa parte a cultura local? Em países como o Japão que possuem hábitos diferentes dos nossos a contaminação é menor?
R.F.: Em países mais pobres existe uma consequente falta de informação e de cultura, esta gera problemas relacionados com a higiene, uma coisa desencadeia a outra.




