O Ministério Público e a Polícia Civil suspeitam que o acidente no parque Hopi Hori, que causou a morte de uma menina de 14 anos, pode ter sido provocado por falha humana. A conclusão foi feita após simulação da perícia do brinquedo La Tour Eiffel, no dia 27, em Vinhedo, no interior de São Paulo.
Os funcionários do parque que controlavam o brinquedo no momento da tragédia devem ser ouvidos ainda esta semana. De acordo com a polícia, as chances de falhas no sistema operacional são pequenas. A garota Gabriella Yukari Nichimura morreu na última sexta-feira (24).
De acordo com informações do promotor criminal de Vinhedo, Rogério Sanches, a Promotoria trabalhará em duas frentes: uma de investigação criminal paralela às apurações da Polícia Civil e outra para analisar consequências e providências do ponto de vista do consumidor.
O promotor informou que irá ao parque na terça-feira (28), acompanhando um perito do Ministério Público
– Que houve negligência me parece evidente. Quero saber em qual nível, grau e momento. Se foi na manutenção do brinquedo ou na fiscalização da segurança.
Sanches disse ainda que quer nomes de quem de forma direta ou indireta, cuida da atração. Quer entender, também, como funciona o brinquedo do qual Gabriella caiu para iniciar o processo de investigação da Promotoria.
– Preciso saber a força do impacto, se a garota poderia estar presa e se soltar e como isso seria.
Segundo Sanches, a promotora Ana Beatriz Sampaio vai analisar o caso do ponto de vista do consumidor, levando em consideração número e capacitação de funcionários, quesitos de segurança, primeiros socorros e questões técnicas do parque, como manutenção.
– Ela [a promotora] vai olhar mais para o futuro do que se limitar ao inquérito, ao caso.




