Reunião com líderes partidários pode definir os próximos passos da proposta que reduz jornada de trabalho e tem forte impacto econômico e social

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reúne-se nesta terça-feira (9) com líderes partidários para discutir o andamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. O encontro é considerado decisivo porque poderá definir a escolha do relator da matéria e o calendário de tramitação da proposta na Casa.
A PEC ganhou destaque após mobilizações de centrais sindicais, movimentos de trabalhadores e parlamentares que defendem a redução da jornada semanal sem diminuição salarial. O texto busca substituir o modelo tradicional de seis dias de trabalho para um de descanso por formatos que ampliem o tempo livre dos trabalhadores.
Debate envolve trabalhadores e setor produtivo
A definição da relatoria é considerada estratégica porque o relator será responsável por elaborar o parecer que poderá acelerar, modificar ou até inviabilizar a tramitação da proposta no Senado.
Nos bastidores do Congresso Nacional, diferentes partidos negociam espaço na condução da matéria devido ao potencial impacto da medida sobre o mercado de trabalho, a produtividade e os custos para empresas de diversos setores.
Entidades sindicais argumentam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzir afastamentos por questões de saúde e ampliar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Já representantes do setor empresarial defendem estudos mais aprofundados sobre os efeitos econômicos da proposta, especialmente para pequenas e médias empresas.
A reunião convocada por Alcolumbre ocorre em um momento de crescente pressão social sobre o tema. Pesquisas de opinião e mobilizações nas redes sociais ampliaram a visibilidade da discussão, transformando a PEC em uma das pautas trabalhistas mais acompanhadas do Congresso neste ano.
Caso avance, a proposta ainda precisará passar pelas comissões competentes e ser aprovada em dois turnos tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados antes de entrar em vigor. O resultado das negociações desta terça-feira poderá indicar o ritmo que a tramitação deverá seguir nos próximos meses.




