Para este pensador penalista o homem não se torna criminoso, nasce criminoso. Tenta explicar os desvios comportamentais passionais por meios de traços fisionômicos.
Numa analise superficial sem meios comprobatórios substanciais percebemos que a população carcerária tem realmente uma fisionomia diferenciada. Nossos sentidos captam algo anormal perante a aparência física do criminoso. Este naturalismo criminal defendido por Lombroso pode não ser cientificamente comprovado, mas empiricamente é totalmente perceptível.
Diria que seria mais racional dizer que pode haver uma predisposição criminosa desencadeada pela agressividade da vida que ataca a mente fragilizada do criminoso.
Percebemos que as elites só praticam crimes financeiro e muito raro crimes passionais proveniente de relacionamentos tumultuados. Ao caso que os pobres praticam além dos crimes patrimoniais também executam crimes passionais. Achamos que esta reação agressiva é proveniente do primitivismo humano em que os pobres permanecem e não das dificuldades financeiras. O homem natural é uma fera social. A sociedade deve lapidar congestionando o individuo a ter comportamentos racionais.
Por este raciocínio achamos que podemos neutralizar a agressividade humana. Se o crime fosse só congênito o homem seria uma falcatrua da natureza que não deu certo. Não elimino totalmente a influencia genética, mas acredito que o meio ambiente desencadeia o ato criminoso ou evita, dependendo das políticas publicas conjunturais e institucionais.
A família, a escola e o estado são instrumentos capazes de apagarem dentro do individuo suas labaredas criminosas.
A agressividade da vida e o confronto com agressividade natural criam monstros sociais. Tirar do interior humano a permissividade juntamente com a sordidez existenciais neutraliza a passionalidade mórbida.
Se Lombroso polemiza com a ciência dogmática nos alerta que o destino humano é uma obra individual adicionada com dádivas ou defeitos no mínimo inexplicáveis suas origens.
Nosso potencial genético pode não ser fator decisivo, mas são elementos adicionais notáveis. Percebemos que a sociedade menos criminosa do planeta é a japonesa. Isto se explica pelo comportamento extremamente racional e frio da índole do povo japoneses. Ao caso que a sociedade americana é o país mais vencedora da civilização, porém é também uma das mais agressivas. Daí se deduz que a agressividade implantando no interior humano tem dois canais de saída. Um leva a vitória e outro a permissividade. O interessante será usar a agressividade para enfrentar os desafios existenciais e não para manifestar a falta de potencial para enfrentar estes mesmos desafios. Devemos saber distinguir agressividade e competitividade. Agressividade é reação a derrota. Competitividade é a preparação para sobrepor seus adversários. Competir deve se visto como uma pratica saudável que nos faz crescer e aprimorar. A busca da vitória nos torna guerreiros incansáveis. Ao caso que o comodismo nos levam a passividade, mas também as derrotas. Nascemos com a índole de transformar desafios em vitórias, mas devemos perceber que o êxito invicto é uma raridade. Porém aqueles que acreditam que o homem já nasce derrotado como Lombroso digo se fosse assim minha vida inicial seria um fato consumado negativamente. Só tive caminhos fechados e impenetráveis, mas minha ânsia de abrir novos caminhos mim levou a uma agressividade intima saudável e produtiva. Aquela de acordar ao amanhecer pronto para os desafios. Sendo assim sou um eterno criminoso que mata meus sonhos com realizações. Vejo a vida com otimismo, mas percebo como Lombroso que a sordidez humana é real, mas contrário ao pensador penalista acredito que são concertáveis.
JUAREZ ALVARENGA