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sábado, fevereiro 28, 2026
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Queda nas doações de sangue requer medidas urgentes em Campinas

Data:

Devido à Campanha de vacinação contra Rubéola, queda chega a 70%

A Secretaria de Saúde de Campinas, o Hemocentro da Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp) e a Diretoria Regional de Saúde 7 (DRS-7) anunciaram medidas para restabelecer os estoques de sangue e hemoderivados no município.
No último mês houve uma baixa maior do que o esperado para esta época do ano
nos hemocentros de todo País devido à Campanha de Vacinação contra a
Rubéola, iniciada em 9 de agosto, e que tem como público-alvo as pessoas
entre 20 e 39 anos de idade que é onde está concentrada a maioria dos doares
de sangue no Brasil. Depois de tomar a dose, a pessoa deve aguardar um
período de 28 dias para fazer a doação.
Em Campinas, a redução mais importante de bolsas ocorreu no grupo sanguíneo
mais freqüente na população, o tipo O+, que tem regularmente uma média de
300 bolsas disponíveis e hoje dispõem de aproximadamente 60 bolsas – queda
de cerca de 70%. Para os outros grupos sanguíneos a queda geral do estoque
foi de 40 por cento. Isto levou ao cancelamento de 16 cirurgias no Hospital
de Clínicas da Unicamp, 12 no Celso Pierro e uma no Mário Gatti, todas de
pacientes com tipo sanguíneo O+, desde o dia 8 de setembro.
Entre as medidas anunciadas, a principal é a de educação em saúde. A equipe
do Hemocentro vai capacitar auxiliares de enfermagem, enfermeiros e agentes comunitários de saúde para que atuem em suas unidades para sensibilizar, divulgar e captar doadores, além de serem multiplicadores nos seus territórios.
Também será enfatizada nas unidades de saúde, em universidades e em outros
locais de grande concentração de pessoas a necessidade dos cidadãos
comparecerem às unidades fixas de coleta que estão localizadas no HC, no
Celso Pierro e no Mário Gatti.
Uma outra providência é a ampliação dos postos de coleta, para facilitar o
acesso aos doadores. Devem abrir um posto no Complexo Hospitalar Ouro Verde e outro no Paço Municipal.
Também será promovido um mutirão no Paço para captar todos os servidores em
condições de doar. Além disso, a Secretaria de Saúde vai entrar em contato
com gestores da Guarda Municipal, universidades e todos os cidadãos que
sejam potencialmente doadores.
O telefone 156 da Prefeitura passará a dar informações sobre os postos de
coleta. Além disso, os locais de coleta externa serão redirecionados.
“Queremos, numa ação coordenada entre Poder Público Municipal, hospitais,
Estado, Guarda Municipal e universidades, conscientizar a população chamando
aqueles que têm disponibilidade para doar para que compareçam aos postos de
coleta. É muito importante que os doadores que já se vacinaram há mais de
mês voltem a doar. A doação é um ato de cidadania, previsto em lei, que
protege o doador. Assim, num prazo pequeno, pretendemos recuperar os limites
de estoque e evitar que novas cirurgias sejam canceladas”, afirmou o
secretário de Saúde de Campinas, José Francisco Kerr Saraiva, durante
entrevista coletiva.
O coordenador do Hemocentro, o médico hematologista e professor da Faculdade
de Ciências Médicas da Unicamp, Carmino Antonio de Souza, que também
participou da coletiva, informou aos jornalistas que não há uma situação de
caos.
“Quero tranqüilizar a todos. O que houve foi uma rejeição das pessoas por
conta da vacinação da rubéola. O hemocentro conta com 7 mil a 7,5 mil
doadores por mês. Em agosto, este número baixou para 4,8 mil. Passamos a ter
uma rejeição de 40% dos doadores enquanto a média é de 30%. Então, o que
gostaríamos é que as pessoas que já ultrapassaram o prazo de 30 dias da dose
da vacina e que não doaram no período anterior regulamentar e os cidadãos
com mais de 40 anos, portanto que não são alvo da campanha de vacinação, que
compareçam para doar”, disse.
Segundo ele, a intenção é recuperar os estoques, retomar o ritmo normal de
cirurgias e continuar tendo um estoque de segurança para atender aos maiores
alvos da transfusão sanguínea que são os acidentados e os pacientes de
câncer. Ele citou a importância de agregar esforços do município e da
região.
Carmino ressaltou que a doação de sangue é um procedimento absolutamente
seguro, tanto do ponto de vista da saúde do doador – em relação à sua
proteção, à utilização de materiais absolutamente seguros, que acaba
passando por uma checagem de saúde e que ganha por ser um ato de
solidariedade que só ele pode fazer -, quanto para o paciente, para o qual
trata-se de um grande benefício.
O coordenador destacou ainda que o sangue jamais será produzido por um
laboratório, jamais irá para a prateleira. “Existem produtos que são muito
complexos e que só vêm do ser humano”, ressaltou.
Para ser doador a pessoa tem que ser sadia, ter entre 18 e 65 anos e pesar
no mínimo 55 quilos (homens) e 50 quilos (mulheres). Homens podem doar 4
vezes ao ano e mulheres três. O procedimento todo de doação leva cerca de 1
hora e meia.
No Brasil, cerca de 1% da população é doadora. O ideal é que fossem pelo
menos 2%. Países como a França e Cuba contam com 6% de doadores.
O Hemocentro da Unicamp atua até o litoral de São Paulo, sendo responsável
por uma população de 7 milhões de habitantes em mais de 60 municípios.
Realiza em média a coleta de 5,5 mil bolsas de sangue, sendo 35% resultante
da coleta externa através do ônibus. O sangue com maior freqüência entre os
doadores é do tipo “A” e “O” positivos e os mais raros são os de Rh
negativo. O telefone do Hemocentro para mais informações sobre doações é
(19) 3521-8705.

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