Estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde na cidade de São Paulo com pessoas não fumantes, mas que estão expostas regularmente à fumaça do tabaco revela que 35,9% delas têm concentrações de monóxido de carbono compatíveis com as de cidadãos que fumam.
Foram 1.310 pessoas avaliadas sobre sua exposição à poluição tabágica ambiental, durante ações de prevenção e alerta promovidas em 2008 em ambientes abertos, como ruas de grande circulação, e fechados, como bares e restaurantes.
Os participantes realizaram o teste do monoxímetro, que mede o nível de monóxido de carbono no organismo. Do total de avaliados, 18,32% tiveram resultado compatível com a de fumantes leves (que consomem menos de um maço de cigarros por dia). Já 15,27% dos testes apontaram que as pessoas eram fumantes (menos de dois maços de cigarros diários), e 2,29% indicaram níveis compatíveis com a de fumantes pesados (mais de dois maços por dia).
O levantamento também apontou que 70,23% dos entrevistados, não usuários de tabaco, convivem com fumantes no ambiente de trabalho, enquanto 24,43% respiram a fumaça alheia na própria residência, 4,58% em bares, boates e restaurantes, outros 4,58% em escolas e 20,61% em outros locais com amigos.
“Esses dados comprovam que os fumantes passivos também estão expostos aos mesmos riscos de quem é usuário de cigarros e derivados de tabaco. Aqueles que não tiveram alteração no nível de monóxido de carbono podem ter realizado o teste após ficarem determinado um longo período sem inalar a fumaça do cigarro dos outros”, afirma Luizemir Lago, diretora do Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas), órgão da Secretaria.




