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quinta-feira, fevereiro 5, 2026
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Dobra a procura de adolescentes para tratar vício em cocaína e crack

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Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde mostra que o número de crianças e adolescentes com idade entre 10 e 18 anos que procuraram tratamento intensivo para tratar o vício em cocaína e crack, passou de 179, em 2006, para 371, em 2008. O número representa um aumento de 107% na procura.

A compulsão por esse tipo de entorpecente tem crescido em todas as classes sociais. Os dados demonstram que o consumo da cocaína e do crack tem se tornado mais freqüente e intenso.

A busca por tratamento intensivo é a mais comum. Nesses casos, o paciente precisa de atendimento prolongado, com 22 sessões ao mês, nos Centros de Atenção Psicossociais (Cap’s). Em alguns casos, há a necessidade de internação. O tratamento intensivo representou, entre os anos de 2006 e 2008, 61,4% (25.669) dos procedimentos pagos pelo SUS. No período foram oferecidos 41.801 procedimentos, que incluem, entre outras coisas, sessões com psicólogos e psiquiatras.

Nos casos envolvendo crack, nem sempre o vício acontece da forma mais comum: primeiro a maconha, depois a busca por drogas cada vez mais fortes, chegando à cocaína e ao crack. Atualmente, a utilização do crack muitas vezes pula essas etapas, conforme afirma a psiquiatra e diretora do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas, Luizemir Lago. “Os adolescentes têm utilizado cada dia mais o que eles chamam de ‘petilho’, que é a mistura de cigarro com as pedras de crack, e antes mesmo que eles percebam, já são totalmente dependentes”, afirma.

É importante que os pais estejam atentos ao comportamento dos filhos. Desinteresse pelas atividades cotidianas, agressividade excessiva e perda de peso são alguns dos principais sintomas.

Desde o início do ano, está em funcionamento em São Paulo a primeira clínica pública de internação para adolescentes dependentes de álcool e drogas. Sediada em Cotia, na Grande São Paulo, a unidade é uma parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde e o Hospital Samaritano.

O Projeto Jovem Samaritano, como é chamado, oferece 30 leitos de internação e tem capacidade de atender anualmente cerca de 120 adolescentes entre 14 e 18 anos de idade. A unidade conta com uma ampla sala de convivência para os adolescentes, sala de aula com computadores, quadra poliesportiva, horta para aulas de jardinagem, refeitório e ambulatório.

Para os adultos

A Secretaria de Estado de Saúde inaugurou no final de março a primeira clínica pública para adultos dependentes em álcool e drogas do Brasil. A unidade funciona em São Bernardo do Campo, por meio de convênio da pasta com a Sociedade Assistencial Bandeirantes.

São 30 leitos, com período máximo de internação estipulado em um mês. A Secretaria irá repassar à unidade cerca de R$ 3 mil por paciente/mês. O projeto de atendimento foi desenvolvido pelo médico Ronaldo Laranjeira, professor titular do Departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, que também ficará responsável pelo trabalho de orientação técnica e terapêutica da clínica.

O objetivo da clínica é oferecer um modelo voltado à desintoxicação, mas fora do ambiente de enfermaria hospitalar para o qual essas pessoas costumam ser encaminhadas. Cabe aos municípios realizar a triagem desses pacientes, verificando a necessidade de internação.

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