O Centro Acadêmico XI de Agosto, que representa os alunos da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, a Associação dos Ex-alunos e o escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice inauguraram na última quarta (29/04), a estátua restaurada do poeta Álvares de Azevedo. A obra é um símbolo do ativismo intelectual e político dos estudantes da Faculdade, fundada em 1827, e remonta a uma das principais histórias da instituição.
No começo do século XX, o Centro Acadêmico XI de Agosto decidiu homenagear três famosos poetas que haviam estudado na São Francisco: Álvares de Azevedo, Castro Alves e Fagundes Varella. A arrecadação dos fundos para as obras foi realizada em um evento que contou com uma palestra do jornalista Euclides da Cunha. A verba levantada, no entanto, foi suficiente para produzir apenas uma erma (espécie de busto que inclui uma parte maior do corpo) de Álvares de Azevedo. Em 1907, a obra foi doada a Prefeitura de São Paulo, que a instalou na Praça da República. Em 2006, os estudantes de direito “resgataram” a erma durante a Virada Cultural, recolocando-o no Largo São Francisco em frente à Faculdade.
O resgate incentivou a idéia do Centro Acadêmico XI de Agosto de finalizar o projeto original, incluindo a restauração da obra e a produção das ermas de Castro Alves e Fagundes Varella. Por meio de um convênio com a Prefeitura, foi obtida a permanência da estátua no Largo São Francisco. A restauração foi viabilizada por uma parceria da Associação dos Ex-alunos com o escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice.
“Muitos de nossos advogados estudaram na São Francisco. Apoiar este projeto é manter os laços com a instituição e fazer contato com os alunos. Além disso, contribuímos para a preservação do patrimônio e da história da Faculdade”, afirma Nei Zelmonovits, CEO do Machado, Meyer, Sendacz e Opice.
A reinauguração contou com a participação da escritora (e ex-aluna da Faculdade) Lygia Facundes Telles, que dividiu com o público sua dúvida de se o escultor não teria retratado a cabeça de Fagundes Varella no lugar da de Álvares de Azevedo. “As distorções dos acontecimentos são a graça da vida”, afirmou a escritora, que fez questão de frisar que a Faculdade de Direito foi uma parte importante e “bela” de sua vida.




