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sexta-feira, fevereiro 20, 2026
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Temporão lança campanha contra a Pólio

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O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lançou neste sábado (20), em São Paulo, a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. Durante o lançamento da campanha, Temporão alertou pais e responsáveis sobre a importância da imunização de crianças com menos de cinco anos em todo o País.

“A única defesa que o Brasil tem contra a poliomielite é vacinar em massa crianças com menos de cinco anos. É muito importante que pais, mães, avós, responsáveis, levem essas crianças a um posto de vacinação para tomar duas gotinhas que salvam vidas”, afirmou o ministro.

A campanha de vacinação contra a poliomielite é uma parceria entre o Ministério da Saúde, as secretarias estaduais e municipais de saúde. A segunda etapa da campanha ocorrerá no dia 22 de agosto. Este ano, a meta é imunizar cerca de 14,7 milhões de crianças, o que representa 95% das crianças menores de cinco anos.

Com o slogan “Não dá pra vacilar. Tem que vacinar.”, a campanha recebeu investimentos do MS na ordem de R$ 46 milhões, sendo R$ 21,8 milhões com a aquisição dos imunobiológicos, e R$ 13,2 milhões, com transferência fundo-a-fundo para as Secretarias Estaduais de Saúde e as Secretarias Municipais de Saúde, e R$ 11 milhões para ações de comunicação e publicidade para as duas fases. Ao todo, 115 mil postos de vacinação participarão da mobilização, com o envolvimento de cerca de 350 mil pessoas e a utilização de cerca de 40 mil veículos (terrestres, marítimos e fluviais).

O Brasil – assim como em toda a América Latina – já foi certificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de que não há circulação do vírus da poliomielite no nosso território. Essa vitória sobre o vírus ocorreu, sobretudo, pelas campanhas e dias de vacinação, realizados desde a década de 1980.

SOBRE A DOENÇA – A vacina contra a poliomielite é um serviço básico oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e disponível durante todo o ano nos postos de saúde, na vacinação de rotina. Além do esquema básico – as três doses de rotina – a criança de até cinco anos de idade tem de tomar todos os anos as duas doses da campanha. Até porque a paralisia é transmitida por três tipos de vírus.

A poliomielite é uma infecção grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é contaminada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso. As conseqüências mais comuns ocorrem nos membros inferiores, mas o vírus também pode ocasionar uma lesão mais grave em um ou mais membros ou até mesmo levar à morte – por meio de uma tetraparalisia. A doença é causada e transmitida por um vírus que entra no organismo via oral.

A pessoa infectada pode transmitir a doença pelas fezes que, em contato com o ambiente, atinge quem não foi devidamente imunizado. Como o vírus é muito leve, ele pode ser levado pelo ar, entrar em contato com o alimento, com os brinquedos, ou atingir a criança por via oral ou pela ingestão de água contaminada. Uma pessoa que teve a poliomielite, principalmente em um ambiente em que o saneamento básico é desfavorável, o vírus pode contaminar a água, o solo e o meio ambiente de forma geral.

NO MUNDO – Existe um movimento mundial de erradicação da pólio. Ela é endêmica (a transmissão da doença é constante) em quatro países: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão. Outros 15 países têm registro de casos importados: Sudão, Uganda, Quênia, Benim, Angola, Togo, Burkina Faso, Niger, Mali, República Central da África, Chade, Costa do Marfim, Gana, Nepal e República Dominicana do Congo.

Datas importantes para a erradicação da poliomielite no Brasil:

1961: Realização das primeiras campanhas com a vacina oral contra poliomielite

1971: Implantação do Plano Nacional de Controle da Poliomielite

1977: Definição das vacinas obrigatórias aos menores de um ano em todo o território nacional e Aprovação do modelo da Caderneta de Vacinações válida em todo território nacional.

1980: Início dos Dias Nacionais contra a paralisia infantil no Brasil

1984: Introdução em alguns estados da estratégia de multivacinação por meio dos Dias Nacionais de Vacinação contra a poliomielite para as crianças de 0 a 4 anos de idade.

1986: Criação do personagem-símbolo da erradicação da poliomielite, o Zé Gotinha.

1987: Mudança na formulação da vacina oral contra a poliomielite, aumentado a concentração do poliovírus tipo 3;

1989: Ocorrência do último caso de poliomielite no Brasil.

1990: Criação na OPAS/OMS da Comissão Internacional para Certificação da Erradicação da Poliomielite nas Américas.

1994: o Brasil recebe o Certificado Internacional de Erradicação da Transmissão Autóctone do Poliovírus Selvagem.

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