Por Mariana Dorigatti
Em outras cidades, assim como em Brasília, se um pedestre deseja atravessar a rua, os carros educadamente param e a travessia é feita de forma segura. Mas no distrito de Sousas a realidade é bem diferente, e os moradores reclamam da falta de segurança para os pedestres na Avenida Antonio Carlos Couto de Barros, que não possui semáforo desde a ponte do rio Atibaia até a primeira rotatória da entrada dos distritos. São cerca de 2 km com apenas faixas de pedestres que muitas vezes não são respeitadas pelos motoristas. Além disso, é um local comercial com muita circulação de pessoas, o que agrava a situação.
Um dos pontos mais preocupantes está localizado em frente ao Colégio Illuminare, que fica congestionado nos períodos de entrada e saída dos alunos. As crianças demoram cerca de cinco minutos para conseguir atravessar a avenida e os pais e educadores ficam preocupados com possíveis atropelamentos.
O colégio já fez vários abaixo-assinados, e tem um processo que corre na justiça desde 2002, mas até agora nada. A diretora do colégio, Aparecida Edméia Frare, acredita que as sinalizações feitas no asfalto não foram suficientes. “Eles escreveram ‘escola’, ‘cuidado’, mas o ideal mesmo seria um semáforo”, reclama.
O morador Wilson de Sousa, está no distrito há 25 anos e também não concorda com a atual situação. Para ele, deveria haver pelo menos um guarda da EMDEC nos pontos críticos de travessia. “Alguns têm consciência e param o carro para os mais idosos como eu passar, mas são poucos”, alertou.
Segundo os artigos 70 e 71 do Código Nacional de Trânsito, os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas delimitadas para esse fim terão prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica, onde deverão ser respeitadas as disposições deste Código. Parágrafo único. Nos locais em que houver sinalização semafórica de controle de passagem será dada preferência aos pedestres que não tenham concluído a travessia, mesmo em caso de mudança do semáforo liberando a passagem dos veículos. O órgão ou entidade com circunscrição sobre a via manterá, obrigatoriamente, as faixas e passagens de pedestres em boas condições de visibilidade, higiene, segurança e sinalização.
Wilson de Sousa também acredita que falta educação para os motoristas, que além de não darem passagem, estacionam os carros nas calçadas, bloqueando a travessia dos pedestres, que não se sentem seguros em nenhum lugar.
Um exemplo disso é a calçada em frente à uma pizzaria, que nos finais de semana fica lotada de carros estacionados, impossibilitando obrigando os pedestres a se arriscam na beirada da avenida.




