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quarta-feira, fevereiro 4, 2026
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As famílias do Jardim Conceição indenizadas pela Prefeitura não tem onde morar

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Moradores do Jardim Conceição participaram de uma reunião no último dia 3 para definir a posição em relação ao pagamento das indenizações feitas pela Prefeitura Municipal de Campinas. Eles alegam que o dinheiro recebido pela indenização não é suficiente para adquirir um outro imóvel em Sousas e que alguns moradores não podem se inscrever no Programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal, pois têm renda superior a três salários mínimos. Além disso, os moradores contestam o prazo dado pela Prefeitura para desocuparem suas casas.

De acordo com um morador que prefere não se identificar e que vive há 42 anos no Distrito, o valor oferecido pelas indenizações está muito abaixo do valor de mercado, o que impossibilita a aquisição de uma nova área. “A indenização não está pagando nem a areia e o cimento que eu gastei aqui”.

Já a moradora Maria Tereza Paradela, que mora há 25 anos no local, lamenta a provável saída do distrito: “Eu optei em não receber a indenização e me inscrevi no Minha Casa Minha Vida, mas não sei nem onde é. Não recebi nenhum comunicado e não tem nem data prevista”.

O núcleo residencial Jardim Conceição, em Sousas, sofre com o problema de ocupações irregulares há décadas. Em 2009, o Ministério Público do Estado entrou com uma Ação Civil para que a Prefeitura desocupasse as áreas entre as Praças 2 e 5, ao longo do Ribeirão dos Pires, pois se trata de uma Área de Proteção Permanente e pode, durante o período das chuvas, colocar em risco a vida das pessoas.

A maioria dos moradores disse que não se opõem a sair, mas que gostariam de um tempo maior, pois não estão achando casa para comprar nem para alugar. “Em Sousas não tem mais lugar para nós. Meu filho estuda aqui, vou ter que mudar para outro bairro, me adaptar, procurar escola para ele, arranjar trabalho por lá”, lamenta a moradora que preferiu não se identificar. Ela mora há 22 anos no local, recebeu a indenização de R$30 mil e não pode ser incluída no Minha Casa Minha Vida, pois a renda dela é superior a 3 salários mínimos.

A moradora Maria José Campagnolli recebeu R$15 mil de indenização e também não pode participar do programa de casas populares. “Arrumamos um advogado, mas aconteceu alguma coisa dentro da Prefeitura que não sabemos o que é e o processo parou. A Prefeitura poderia dar uma área para a gente construir, como fizeram no Imperial Parque, pela minha idade não consigo o financiamento de casa”.

De acordo com a assessoria de imprensa da Companhia de Habitação Popular de Campinas (Cohab), o prazo para a saída dos moradores das casas é de 15 dias, a partir da data da assinatura do contrato, e que todas as famílias que se dispuseram a desocupar a área, dentro da faixa de renda prioritária do Minha Casa, Minha Vida (de até 3 salários mínimos) já foram incluídas na lista da próxima fase de entrega de unidades habitacionais do Residencial Jardim Bassoli (Rua Wilson Romero, s/nº, Jardim Bassoli, região do Campo Grande). A previsão é entregar 180 unidades em agosto, prazo do término desta fase do empreendimento.

 

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