Bolsonaro pede ao STF autorização para cirurgia no ombro durante prisão domiciliar

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De acordo com a defesa, a intervenção tem caráter médico e foi indicada após falha do tratamento conservador. Foto Fabio rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil

Defesa solicita urgência a Alexandre de Moraes para procedimento indicado após falha de tratamento conservador

De acordo com a defesa, a intervenção tem caráter médico e foi indicada após falha do tratamento conservador. Foto Fabio rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil

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O ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para realizar uma cirurgia no ombro direito, com análise urgente pelo ministro Alexandre de Moraes. O pedido prevê que a liberação abranja todas as etapas do tratamento, incluindo pré-operatório, procedimento e reabilitação, com datas sugeridas entre os dias 24 e 25 de abril.

De acordo com a defesa, a intervenção tem caráter médico e foi indicada após falha do tratamento conservador. “O que se busca é apenas viabilizar tratamento médico reputado necessário pelo especialista assistente, preservando-se a integridade física, a funcionalidade do membro acometido, a qualidade de vida e a própria dignidade do requerente”, afirma a petição apresentada ao Supremo.

Laudos médicos e contexto jurídico

Os documentos anexados ao processo indicam que Bolsonaro apresenta lesões no manguito rotador do ombro direito, com dor persistente e limitação funcional, sendo recomendada cirurgia por via artroscópica. Apesar de registros recentes apontarem melhora parcial das dores, os profissionais consideraram o quadro refratário à fisioterapia.

Relatórios médicos também descrevem evolução no quadro pulmonar após internação por broncopneumonia bacteriana bilateral em março. Segundo um dos documentos, houve “boa evolução do quadro pulmonar e digestivo, melhora das queixas de dispneia, cansaço e refluxo gastroesofágico”.

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, concedida por decisão de Alexandre de Moraes, após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. A medida, válida por 90 dias, foi autorizada em razão de seu estado de saúde e inclui restrições como controle de visitas e proibição de uso de celular.

A defesa também destacou a rotina de cuidados médicos em casa, incluindo fisioterapia e ajustes na medicação, após episódios como crises prolongadas de soluços e efeitos colaterais que impactaram o equilíbrio do paciente.

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