Os casos confirmados de dengue em Campinas tiveram um crescimento de 13,8% em relação ao último balanço e chegaram a 37.146, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde nesta quarta-feira (20). A estatística anterior, do dia 11 de maio, apontava 32.632 moradores infectados pelo vírus até a data. Sete pessoas já morreram em decorrência da doença. O município já registra neste ano a segunda maior epidemia de sua história.
Apesar da variação, a prefeitura afirma que os registros dos últimos três meses mostram uma diminuição no ritmo de crescimento da doença. Foram registrados 1.433 ocorrências em janeiro, 6.332 em fevereiro, 20.822 em março, 8.476 em abril e 83 em maio até o dia 20. No entanto, 2.149 casos suspeitos ainda estão em investigação e 1.429 foram descartados. Nenhuma nova morte foi confirmada.
Em 2014, Campinas teve 42.664 casos de dengue e foi a cidade brasileira com mais registros da doença, além de dez mortes.
Epidemia
Historicamente, de acordo com a prefeitura, o período de janeiro a maio é o de maior incidência de dengue, por conta das condições climáticas que favorecem a proliferação do mosquito transmissor.
No entanto, este ano o pico foi antecipado e ocorreu em março.
As duas maiores epidemias de dengue na história de Campinas elevaram gastos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com auxílios-doença pagos aos trabalhadores infectados pelo vírus e que precisaram ser afastados das funções para tratamento e recuperação. Além disso, também houve impacto no serviço público, por causa da ausência de funcionários.
Prevenção
Para tentar suportar a demanda, a prefeitura montou alas especiais em unidades de saúde para atender pacientes com suspeita de dengue e também tornou a prevenção à doença um assunto de responsabilidade de diversas secretarias. O Exército e guardas municipais também passaram a atuar no combate aos focos do mosquito transmissor.
O município contratou ligações telefônica automáticas para dar dicas de prevenção aos moradores, passou a distribuir materiais pedagógicos em escolas da rede e faz nebulização de imóveis com apoio do estado. A prefeitura ressaltou, ainda, que já removeu 450 mil toneladas de entulho desde 2013 e citou a sanção da lei que obriga proprietários a conservarem imóveis.




