Ele não tem um lado negro, nem complexo de culpa e tampouco é um menino mimado que nasceu com tudo para ser herói. Steve Rogers é só um garoto magrelo nascido no Brooklyn e movido pelo patriotismo, que sonha em se juntar ao exército americano para combater os nazistas na Segunda Guerra Mundial. Só falta o Tio Sam aceitar.
Depois de inúmeras tentativas frustradas de se alistar, Rogers agarra-se, sem pestanejar, à única chance que lhe é oferecida para se tornar um deles: entrega-se como cobaia de um experimento científico militar que promete transformá-lo em um supersoldado. Nasce o Capitão América.
Um dos primeiros heróis da editora Marvel – dos tempos em que a companhia ainda se chamava Timely Comics, no final dos anos 30 -, Capitão América é também um dos seus mais unidimensionais. Ao lado do Superman, da rival DC, faz parte da chamada Era de Ouro dos quadrinhos, quando super-heróis tinham necessariamente de encarnar as melhores virtudes do homem americano – e de preferência vestir as cores da bandeira do país no uniforme.
Fiel em alguns aspectos (especialmente no que diz respeito à origem do personagem), mas livre para reinventar em outros, “Capitão América: o primeiro vingador” chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira (29), e presta uma homenagem às primeiras histórias publicadas por Joe Simon e Jack Kirby em 1941.
Em suas primeiras “missões”, quando é apenas um garoto-propaganda da participação americana na Segunda Guerra, o herói interpretado por Chris Evans (“Scott Pilgrim”, “Os perdedores”) usa a fantasia de malha e o escudo parecidos com os das HQs originais. A capa da primeira edição da revista também é mostrada na tela, como objeto de culto da criançada.




