Nesta quarta-feira a Câmara aprovou o relatório final da CPI da Corrupção, que teve os trabalhos encerrados na última sexta-feira, após nove meses de trabalho e 20 testemunhas ouvidas em mais de 70 horas de depoimentos.
O documento aponta uma série de irregularidades na administração municipal no período do prefeito Hélio de Oliveira Santos – cassado em meados do ano passado.
A leitura foi feita pelo vereador Campos Filho (DEM), relator da CPI, que apresentou ao plenário a conclusão que identificou “contundentes indícios de superfaturamento” em pelo menos três contratos da Sanasa com as empresas Pluriserv Serviços Ltda, Única Limpeza e Serviços e Infratec Segurança e Vigilância. Constatou que a Administração liberou empreendimentos imobiliários irregularmente e deixou de cobrar das construtoras pelo menos R$ 113 milhões em obras de contrapartida.
Somente na construção do Shopping Bandeiras e do Extra Jardim Miriam e adjacências, a estimativa é de R$ 55 milhões de contrapartidas não cobradas. Além disso, encontrou a existência de tráfico de influência na liberação de antenas de telefonia celular.
Elaborado pelo vereador Campos Filho (DEM), o relatório de 53 páginas foi aprovado na comissão na tarde desta sexta-feira e protocolizado em seguida.
O presidente da CPI, vereador Artur Orsi (PSDB) comentou os principais apontamentos e afirmou que a cidade teria um passivo de milhões se não houvesse a crise política que culminou na cassação de dois prefeitos. Ele ressaltou a seriedade do trabalho da comissão. “Tivemos muito critério e serenidade para verificar todas essas irregularidades envolvendo a Administração Municipal de Campinas”, disse Orsi.
O relatório foi aprovado por unanimidade e o documento será encaminhado ao Ministério Público, Prefeitura Municipal, Caixa Econômica Federal e Procon.




