A doença celíaca, não é uma alergia, mas sim uma doença autoimune caracterizada por uma lesão da mucosa intestinal, provocada pela incapacidade de digerir o glúten. Estudos apontam que mais de 1% da população mundial sofre com a doença, mais conhecida como intolerância ao glúten. No Brasil, seriam mais de 2 milhões de pessoas com o problema, mesmo sem terem obtido ainda um diagnóstico médico.
De acordo com a nutricionista Flávia Morais, o intestino é repleto de microvilosidades, responsáveis pela absorção dos nutrientes que ingerimos através dos alimentos. “Em portadores da doença, o glúten agride e danifica essas microvilosidades, o que pode resultar em deficiência de vitaminas, minerais e redução da absorção de calorias, importantes para garantir o correto funcionamento de nossas células”, explica. A nutricionista ressalta, ainda, que a doença se manifesta geralmente na infância, entre o primeiro e o terceiro ano de vida. No entanto, pode surgir também na fase adulta, com sintomas variados como diarreia crônica ou prisão de ventre, flatulência, dificuldade de ganhar peso e erupções na pele podem ser indícios de doença celíaca. “Além disso, pode ocorrer ainda fadiga excessiva, irritabilidade, anemia resistente ao tratamento, infertilidade e osteoporose”, complementa.
Para o tratamento da doença é fundamental realizar o acompanhamento com uma nutricionista, a fim de seguir uma dieta rigorosa, que exclua o glúten da alimentação. “A retirada do glúten da dieta leva a regeneração das microvilosidades intestinais e melhora na absorção de nutrientes, acabando com os sintomas manifestados pela maioria dos portadores de doença. Para seguir a dieta sem glúten, trigo, aveia, centeio e cevada podem ser substituídos por arroz integral, trigo sarraceno, quinua, amaranto, soja, milho e tapioca, além de tubérculos como a batata, batata doce, mandioca e o inhame. Não podemos esquecer também das frutas, legumes e verduras”, indica Flávia.
Emagreciemento
Para aqueles que retiraram o glúten visando rápida perda de peso, Flavia ressalta que a redução das medidas nem sempre está diretamente ligada à retirada da proteína e sim à redução do consumo diário das calorias. “Como a maioria dos alimentos derivados do glúten trazem carboidratos com alto valor calórico, a exclusão apenas faz com que o consumo das calorias seja menor. A perda de peso, que pode ocorrer nas pessoas que retiram o glúten da alimentação, se deve ao fato de que, com isso, elas passam a ingerir diariamente uma menor quantidade de calorias diárias”, explica a nutricionista.




