Fiscalização com leitura de placas identifica carros irregulares e reforça controle no Centro de Campinas

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A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas iniciou uma força-tarefa no Centro de Campinas para coibir o uso irregular da Zona Azul Digital e aumentar a rotatividade das vagas de estacionamento. A operação utiliza viaturas com tecnologia de reconhecimento automático de placas (OCR) para identificar veículos com histórico de infrações e permanência irregular nas vagas rotativas.
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Durante a ação, um dos casos que mais chamou atenção foi o de uma caminhonete Ford Courier, localizada na rua Dr. Costa Aguiar, com quase 50 infrações acumuladas e cerca de R$ 13 mil em multas. O veículo também estava com o licenciamento vencido desde 2020 e circulava com a tampa traseira abaixada, numa tentativa de ocultar a placa e evitar fiscalização.
Outro veículo identificado, um Honda Civic, na rua Dr. Cônego Cipião, apresentava cerca de R$ 1,4 mil em débitos, além de diversas autuações por não ativar o estacionamento rotativo e documentação irregular desde 2022. Nos dois casos, a Guarda Municipal de Campinas foi acionada e os veículos foram removidos ao Pátio Municipal.
Segundo a Emdec, a operação tem como objetivo combater práticas que comprometem o uso coletivo das vagas. “Além do histórico de comportamentos de risco, estes condutores utilizavam as vagas da Zona Azul de forma totalmente irresponsável, permanecendo estacionados por longos períodos no sistema rotativo e ignorando as autuações aplicadas”, afirmou o coordenador Marcelo Carpenter.
A intensificação da fiscalização ocorreu após a identificação de um veículo com irregularidades que, posteriormente, foi constatado como produto de furto, ampliando o alerta sobre possíveis conexões entre infrações administrativas e crimes mais graves.
NÚMEROS E IMPACTO NA MOBILIDADE
Dados da Emdec apontam que, apenas em 2025, mais de 25 mil autuações foram registradas em Campinas por uso irregular da Zona Azul. A infração é considerada grave, com multa de R$ 195,23, cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação e possibilidade de remoção do veículo.
A adoção de tecnologia OCR na fiscalização indica uma mudança no padrão de monitoramento urbano, com foco em inteligência de dados para identificar reincidência e mapear comportamentos irregulares. Especialistas em mobilidade apontam que a medida pode aumentar a eficiência da rotatividade, mas também levanta debates sobre fiscalização intensiva e transparência na aplicação de penalidades.




