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terça-feira, maio 26, 2026
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Esquema de combustíveis ligado ao PCC pode envolver mais de mil postos no país, apontam investigadores

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Avanço da Operação Carbono Oculto amplia alcance de rede atribuída a “Beto Louco” e “Primo”

O trabalho de triagem e consolidação dessas informações está em fase final, segundo fontes ligadas à apuração. Foto Reprodução

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Investigadores da Operação Carbono Oculto identificaram mais de mil postos de combustíveis supostamente ligados ao esquema comandado por Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”. A informação, revelada pelo jornal Folha de S.Paulo, indica uma expansão significativa da rede investigada, que estaria distribuída por diversos estados brasileiros.

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Na fase inicial da investigação, autoridades haviam mapeado cerca de 300 postos vinculados a cinco redes de combustíveis. Com o avanço na análise de documentos e materiais apreendidos, o número de estabelecimentos sob suspeita mais que triplicou. O trabalho de triagem e consolidação dessas informações está em fase final, segundo fontes ligadas à apuração.

A defesa de Beto Louco, representada pelo advogado Celso Vilardi, afirmou em nota que “não procedem” as informações sobre novas redes e declarou desconhecer investigações nesse sentido. A defesa de Primo não se manifestou até o momento.

DELAÇÃO PODE ATINGIR NÚCLEOS POLÍTICOS
Em meio ao avanço das investigações, declarações do advogado Roberto Bertholdo elevaram a tensão sobre o caso. Em entrevista ao programa Fórum Onze e Meia, ele afirmou que uma eventual delação premiada de Beto Louco teria potencial para “abalar a República”.

Segundo Bertholdo, o investigado teria conexões relevantes no meio político, especialmente com integrantes do chamado Centrão. “Ele tem muita gente para entregar”, afirmou o advogado, acrescentando que a Procuradoria-Geral da República teria recusado uma tentativa anterior de acordo.

O advogado também indicou interesse em intermediar uma nova negociação de delação junto à Polícia Federal, sustentando que o conteúdo das possíveis revelações teria impacto semelhante ao de outros casos recentes envolvendo o sistema financeiro.

CONEXÕES COM O MERCADO FINANCEIRO
Bertholdo comparou o potencial de revelações de Beto Louco ao do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso sob suspeita de fraudes. Segundo ele, ambos teriam conhecimento de operações sensíveis e relações com agentes políticos de alto escalão.

O advogado avalia que a transferência de Vorcaro para uma unidade da Polícia Federal em Brasília pode indicar início de tratativas para delação premiada, mas pondera que há risco de entraves semelhantes aos enfrentados no caso de Beto Louco.

EXPANSÃO DO ESQUEMA E IMPACTO ECONÔMICO
A ampliação do número de postos investigados reforça a hipótese de um esquema estruturado de lavagem de dinheiro e atuação do crime organizado no setor de combustíveis — segmento historicamente vulnerável a fraudes fiscais e financeiras.

Especialistas ouvidos sob reserva apontam que a eventual confirmação dessas ligações pode ter impacto direto no mercado, incluindo revisões regulatórias e fiscalização mais rigorosa. Também não está descartado o envolvimento de operadores políticos e empresariais, o que ampliaria o alcance institucional da investigação.

Até o momento, as autoridades não divulgaram a lista completa dos postos sob suspeita, e o caso segue sob sigilo em várias frentes investigativas.

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