Clínica odontológica da Faculdade Anhanguera é interditada por risco sanitário em Campinas

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Fiscalização aponta falhas graves, ausência de licença e irregularidades no uso de equipamentos de raio-X

Durante a fiscalização, foram identificadas irregularidades consideradas graves, como ausência de protocolos adequados de esterilização e falhas no manejo de resíduos de serviços de saúde, Foto Divulgação

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A Vigilância Sanitária de Campinas interditou totalmente, na segunda-feira (30), a clínica odontológica da Faculdade Anhanguera, localizada no bairro Taquaral, em Campinas. A medida foi motivada pela falta de licença de funcionamento e pelo descumprimento de normas básicas de segurança sanitária.

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Durante a fiscalização, foram identificadas irregularidades consideradas graves, como ausência de protocolos adequados de esterilização e falhas no manejo de resíduos de serviços de saúde, o que, segundo o órgão, colocava em risco pacientes, estudantes e profissionais.

A clínica também não apresentava laudos de controle de qualidade de imagem nem plano de radioproteção, exigências obrigatórias para locais que utilizam equipamentos de raio-X odontológico. A estrutura física foi considerada inadequada para o funcionamento.

A instituição tem prazo de 10 dias para apresentar recurso. A reabertura só poderá ocorrer após a regularização completa das exigências apontadas pela Vigilância Sanitária.

Em nota, a Faculdade Anhanguera informou que recebeu a notificação e está avaliando a documentação necessária para adotar as medidas cabíveis. “A instituição segue compromissada em oferecer uma experiência acadêmica de qualidade para os seus alunos”, declarou.

FISCALIZAÇÃO E RESPONSABILIDADE SANITÁRIA

A interdição evidencia falhas no cumprimento de normas essenciais para o funcionamento de serviços de saúde, especialmente em ambientes de formação acadêmica, onde há atendimento direto ao público. A ausência de controle em processos como esterilização e radioproteção pode gerar riscos de contaminação e exposição indevida à radiação.

Casos como este também levantam questionamentos sobre a frequência e rigor das fiscalizações preventivas, além da responsabilidade das instituições de ensino na manutenção de padrões sanitários exigidos por lei.

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