Uma equipe técnica coordenada pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Hildebrando Herrmann, visitou na tarde de terça-feira, 6 de novembro, as dependências do Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, para discutir com a direção do local e a Coordenadoria Geral de Parques do Estado (CGP) os projetos necessários para revitalizar o espaço a partir da gestão compartilhada entre Prefeitura e Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA).
A autorização do prefeito Pedro Serafim para a realização do convênio, proposto pelo Estado, foi publicada no DOM no dia 23 de outubro.
A equipe percorreu parte do parque para tomar conhecimento do atual estado de conservação do patrimônio ambiental e paisagístico e das instalações físicas, além de discutir programas que podem ser desenvolvidos na área.
O próximo passo, segundo Herrmann, será manter contatos com o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Comdepacc) e com a Fundação Burle Marx para conhecer o projeto paisagístico original do parque e, a partir daí, definir ações de preservação e de implantação das etapas restantes.
De acordo com Herrmann, o objetivo é elaborar um plano de gestão compartilhada que possa conferir qualidade e eficiência à administração do parque.
“A disposição da Prefeitura e do Governo de Estado é a de aproveitar o potencial de parque urbano ecológico para criar uma área de excelência social, ambientalmente protegida”, explica o secretário.
Entre as atividades que poderão ser desenvolvidas estão aquelas voltadas à educação ambiental, lazer, cultura, esportes e, sobretudo, projetos de conservação e preservação.
A gestão deverá estar apoiada no tripé planejamento operacional, infraestrutura e gestão administrativa financeira.
De acordo com Herrmann, o Município deve ser responsável pelas ações de planejamento e assessoramento das ações ambientais a serem desenvolvidas no parque, por meio da SMMA, com elaboração de programas de educação ambiental, de planos e projetos para conservação e preservação da área, além de recuperação das áreas degradadas, e com a inscrição do parque no Banco de Áreas Verdes.
A Secretaria Municipal de Serviços Públicos, por meio do Departamento de Parques e Jardins (DPJ), deve participar como executora de ações de gestão da área verde com alocação de equipamentos e recursos humanos, entre outros necessários.
Pela proposta do Governo do Estado, competirá a ele exercer a função de supervisão geral, assim como indicar representantes para compor , junto com a Prefeitura, a comissão técnica administrativa do parque.
O Estado deverá estar representado, também, na equipe de profissionais responsáveis pela concepção e execução de programas, além de fornecer o serviço de vigilância interna.
Caberá ao Município indicar representantes para a composição da comissão técnica administrativa, apoiar o Estado na obtenção de recursos financeiros e materiais a serem aplicados no parque, e integrar o espaço aos programas municipais de educação, cultura, esporte e lazer.
A Administração municipal indicará nomes, ainda, para a composição do grupo de elaboração e execução de programas específicos. A data para assinatura do convênio ainda não está definida.
O Parque Ecológico foi criado por decreto pelo Governo do Estado no dia 8 de julho de 1987 quando a área de 285 hectares da antiga Fazenda Mata Dentro, que pertencia ao Instituto Biológico, passou a ser um parque administrado pela SMA.
Do total da área, 110 hectares estão abertos à visitação pública. O local conta com o patrimônio arquitetônico da antiga fazenda constituído pelo Casarão, Tulha e a Capela. O conjunto é tombado pelo Condepacc.




