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Estrasburgo condena Rússia por matança em Beslan

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Dois homens carregam crianças resgatadas após a ação das forças russas em Beslan, em 2004 (arquivo). EFE
Dois homens carregam crianças resgatadas após a ação das forças russas em Beslan, em 2004 (arquivo). EFE

O tribunal lhes deu razão ao considerar que “apesar de possuir informação suficiente e específica sobre um ataque terrorista previsto na região contra uma instituição de ensino na abertura do ano letivo, o Estado russo não fez o suficiente para evitar que os terroristas se reunissem e planejassem o atentado”. O tribunal ressalta que, no dia do ataque, “a segurança do prédio não foi reforçada” e a escola não tinha sido alertada da ameaça. Por isso, o tribunal condena a Rússia a pagar 3 milhões de euros (10 milhões de reais) aos requerentes.

Alguns acusam o Estado de planejar mal a ação policial e fazer uso desproporcional da força, o que provocou mais mortes. Também nesse caso o tribunal lhes deu razão. A corte não só acredita que a falta de um comando unificado agravou as consequências do atentado, como entende que os meios utilizados foram inadequados, já que se empregou “uma força letal” e desproporcional para solucionar a crise, procurando causar o menor número possível de vítimas.

“O emprego, pelas forças de segurança de armas como canhões, lança-granadas e lança-chamas contribuíram para as baixas entre os reféns”, diz a sentença, que considera que também aqui houve um erro gritante do Estado russo na hora de proteger a vida de seus concidadãos.

O alto tribunal também condena a Rússia por não ter realizado uma boa investigação sobre sua própria atuação ou sobre as mortes no interior da escola, com o objetivo de evitar que um caso assim se repita.

As ações foram apresentadas ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos entre junho de 2007 e maio de 2011. O caso foi comunicado ao Governo russo para observações em 10 de abril.

O Governo russo qualificou de “inadmissível” a decisão do tribunal europeu. “Não podemos concordar com essa formulação”, declarou aos jornalistas o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov. “Para um país que foi atacado, essas formulações são absolutamente inadmissíveis”, acrescentou.

Fonte: Jornal El País

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