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segunda-feira, junho 15, 2026
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General de confiança de Bolsonaro confessa ter escrito plano para matar Lula, Alckmin e Moraes

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Chamado de “Punhal Verde e Amarelo”, o documento previa atentado mortal contra chefes dos Três Poderes; general diz que era “só um pensamento”

Foto Reprodução/Flickr

Em depoimento bombástico ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (24), o general da reserva Mário Fernandes, ex-secretário executivo da Secretaria-Geral da Presidência no governo Jair Bolsonaro, confessou ser o autor do plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro do STF Alexandre de Moraes.

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O general Mário Fernandes declarou à Justiça que o plano era apenas um “pensamento digitalizado”, uma elaboração teórica que teria sido redigida e impressa, mas jamais compartilhada. O conteúdo, no entanto, já havia sido apreendido durante investigação da Polícia Federal no âmbito da tentativa de golpe de Estado que mirava as eleições de 2022 e a posse do presidente Lula.

O documento “Punhal Verde e Amarelo” descrevia uma ação violenta e coordenada para eliminar fisicamente os chefes dos Três Poderes, em uma tentativa de instaurar um governo de exceção sob o comando de militares aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O plano é tratado pelas autoridades como parte de um ambiente conspiratório real, que incluía articulações com integrantes das Forças Armadas, agentes da Abin paralela, e empresários bolsonaristas.

A confissão de Mário Fernandes confirma, pela primeira vez, a origem militar de um plano explícito de atentado contra a República, embora o general alegue que o conteúdo não passou de uma “elucubração pessoal”. Mesmo assim, investigadores veem com extrema gravidade o fato de um ex-integrante do alto escalão do governo ter arquitetado e materializado por escrito um plano de natureza terrorista.

https://twitter.com/SRivoltril/status/1948528051521777673

Mário Fernandes foi nomeado ao cargo na Secretaria-Geral da Presidência durante a gestão Bolsonaro, com trânsito direto entre ministros e militares da ativa. Segundo fontes da investigação, a confissão deve intensificar os pedidos de prisão preventiva e acelerar os desdobramentos no inquérito das milícias digitais e do núcleo golpista que ainda tramita no STF.

A defesa do general afirmou que o plano era “hipotético” e que seu cliente não tinha qualquer intenção real de executar o conteúdo.

A revelação agrava o cerco judicial contra militares bolsonaristas e amplia as evidências de que o golpismo não foi retórica, mas parte de uma estratégia concreta para subverter a democracia.

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