Homem é preso em flagrante após matar irmão a golpes de martelo em condomínio de Sousas

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Também não há, até o momento, confirmação oficial sobre eventual diagnóstico ou condição de saúde mental do homem. Foto JL

Polícia Civil investiga morte de Fabio Eduardo Caldas de Arruda Leite, encontrada dentro de residência no Condomínio; irmão permanece internado sob escolta policial após avaliação psiquiátrica

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Fabio Eduardo Caldas de Arruda Leite foi morto na tarde desta terça-feira (6), dentro de uma residência no Condomínio Quinta de Jales, na Avenida Mário Garnero, Jatibaia, em Campinas. O irmão da vítima, Luis Fernando Caldas de Arruda Leite, foi apontado como autor e teve a prisão em flagrante ratificada pela Polícia Civil. Segundo a documentação policial, ele relatou a médicos que matou o irmão com golpes de martelo na cabeça enquanto a vítima dormia. O caso é investigado como homicídio.

A ocorrência foi registrada inicialmente pela Polícia Militar e encaminhada ao Plantão do 1º Distrito Policial de Campinas. O chamado relatava a presença de um homem ensanguentado, caído de bruços na varanda da residência. O médico que esteve no endereço constatou a morte. Os policiais encontraram grande quantidade de sangue na varanda e também no interior do imóvel, além de roupas que poderiam ter sido utilizadas durante o crime sobre uma máquina de lavar.

A autoridade policial determinou a realização de perícia no imóvel, e o local foi preservado pela Polícia Militar e, segundo o boletim, o possível instrumento utilizado no crime foi recolhido pela equipe pericial para análise.

A vítima foi identificada como Fabio Eduardo Caldas de Arruda Leite e o apontado autor como seu irmão, Luis Fernando Caldas de Arruda Leite. Durante as diligências, a autoridade policial esteve no condomínio e conversou com moradores, vizinhos e com o porteiro para reconstruir a sequência dos acontecimentos.

Um dos moradores, Giovane Nomelini Ferraro Silva, teria presenciado parte da ocorrência. Segundo o registro policial, ele realizou uma chamada de vídeo para o pai, Henrique Cesar Ferraro Silva, para comunicar o que estava acontecendo. O pai acionou a Polícia Militar. Uma câmera de segurança que poderia ter registrado os acontecimentos, entretanto, não estava funcionando, segundo o proprietário do imóvel vizinho.

Ainda conforme o boletim, a filha de Henrique relatou ter visto o apontado autor se limpando na piscina depois do ocorrido. Os policiais informaram que, durante a diligência, não localizaram outras câmeras de segurança com imagens direcionadas para o imóvel onde ocorreu a morte.

O porteiro Alexandre Gonçalves Pereira da Silva informou à polícia que Fabio chegou ao condomínio por volta das 14h40. Aproximadamente às 15h, deixou o local carregando uma bolsa e retornou por volta das 16h. O registro também aponta que Luis Fernando permanecia habitualmente na residência.

Segundo Marcelo Peron Pereira, cunhado da vítima, Fabio havia deixado uma clínica de reabilitação na sexta-feira anterior aos fatos, após receber alta. Na ocasião, teria almoçado com a mãe e uma amiga e posteriormente saído, dizendo que retornaria. O retorno ao imóvel ocorreu somente na terça-feira, por volta das 14h40, segundo as informações reunidas pela polícia.

O boletim registra que familiares e vizinhos relataram que Luis Fernando apresentaria quadro de esquizofrenia. Após a ocorrência, ele foi levado para a UPA Carlos Lourenço, em Campinas, pela equipe de atendimento médico, permanecendo sob escolta da Polícia Militar.

Na unidade de saúde, Luis Fernando foi submetido a avaliação psiquiátrica pelos médicos José Luiz Casseb, e Paulo Mendes. Conforme o documento médico reproduzido no boletim, o paciente relatou espontaneamente que havia matado o irmão com golpes de martelo na cabeça enquanto ele dormia. Também teria afirmado que houve luta corporal depois do início das agressões.

A avaliação médica registra histórico de tratamento regular para esquizofrenia, acompanhamento especializado junto ao Hospital Beneficência Portuguesa e diagnóstico provável. O documento também registra solicitação de internação psiquiátrica por meio da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde.

A Polícia Civil, porém, deixou registrado que o histórico psiquiátrico não permite, neste momento, concluir se o investigado era ou não imputável no momento do crime. Essa questão poderá depender de perícia médico-legal e, eventualmente, de incidente de insanidade mental determinado no curso do processo.

A autoridade policial considerou, nesta fase da investigação, a materialidade do crime pelo encontro do cadáver, pelos vestígios encontrados no imóvel e pela perícia requisitada. Os indícios de autoria foram relacionados às informações das testemunhas e também ao relato feito pelo próprio conduzido durante o atendimento médico.

Diante dos elementos reunidos, o delegado Felipe Cavalcante Pinheiro ratificou a prisão em flagrante de Luis Fernando Caldas de Arruda Leite e determinou seu indiciamento, considerando que a conduta se enquadra, em tese, no artigo 121, do Código Penal. Não foi arbitrada fiança pela autoridade policial, em razão da pena máxima prevista para o crime.

Luis Fernando não foi levado para uma cadeia pública porque permanece internado na UPA Carlos Lourenço, sob escolta policial e à disposição da Justiça. A documentação policial informa que eventual transferência dependerá de alta médica ou autorização da equipe responsável pelo atendimento.

A investigação deverá avançar com a análise dos vestígios recolhidos pela perícia, dos depoimentos e demais elementos que possam esclarecer a dinâmica da morte. Até o momento, a Polícia Civil formalizou o caso como homicídio e não apresentou conclusão sobre a eventual responsabilidade penal do investigado relacionada à sua condição psiquiátrica.

Um depoimento está marcado para hoje (07) na 12ª Delegacia de Sousas, onde os investigadores vão colher informações das testemunhas.

matéria atualizada às 15h24

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