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segunda-feira, junho 22, 2026
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Israel deporta Greta Thunberg e mais de 70 ativistas da Flotilha Global Sumud, inclusive brasileiros

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Israel inicia deportação em massa de ativistas da Flotilha Global Sumud após interceptar missão humanitária que tentava romper o bloqueio de Gaza; grupo inclui a sueca Greta Thunberg e brasileiros ligados a movimentos sociais

Por Sandra Venancio – Foto

Mais de 70 ativistas da Flotilha Global Sumud, entre eles a ambientalista sueca Greta Thunberg, serão deportados de Israel nesta segunda-feira (7), segundo informações da agência AFP, citadas pela TASS. A medida ocorre após a interceptação da flotilha pela Marinha israelense, que deteve cerca de 400 participantes da missão internacional de solidariedade à população palestina da Faixa de Gaza

De acordo com a AFP, entre os deportados estão nove suecos, 28 franceses, 27 gregos e 15 italianos. A maior parte será enviada à Grécia, país que tem recebido os voos de retorno dos estrangeiros desde o início das expulsões.

A Flotilha Global Sumud — cujo nome significa “perseverança” ou “resistência” em árabe — partiu da Tunísia em meados de setembro com mais de 40 embarcações de diferentes países. A missão tinha como objetivo romper o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza e entregar ajuda humanitária aos moradores do território, que enfrenta uma grave crise humanitária em meio à ofensiva militar israelense.

As autoridades israelenses classificaram a iniciativa como “provocativa” e afirmaram que não permitiriam a aproximação das embarcações à costa de Gaza. A flotilha foi então interceptada por navios de guerra, e todos os 400 ativistas foram levados à força para território israelense.

Desde o dia 3 de outubro, Israel vem realizando as deportações. Em apenas três dias, 170 participantes foram expulsos. O grupo de Greta Thunberg está entre os estrangeiros que devem deixar o país ainda hoje.

Reconhecida mundialmente por sua militância ambiental e política, Greta Thunberg tem denunciado as violações de direitos humanos em Gaza e participado de protestos pelo fim da ocupação israelense. Sua presença na flotilha deu maior visibilidade internacional à ação, que denuncia o bloqueio de Gaza — considerado por diversas organizações humanitárias uma forma de punição coletiva à população civil palestina.

Brasileiros na flotilha

Até o momento, não há informações oficiais sobre a situação dos brasileiros que integravam a missão. O grupo é formado por:

  • Thiago Ávila, membro do Comitê Diretor da Flotilha Global Sumud;
  • Mariana Conti, vereadora de Campinas (PSOL);
  • Nicolas Calabrese, professor e coordenador da Rede Emancipa (RJ);
  • Lisiane Proença, comunicadora popular;
  • Magno Costa, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP;
  • Ariadne Telles, advogada popular;
  • Mansur Peixoto, criador do projeto História Islâmica;
  • Gabi Tolotti, presidente do PSOL-RS;
  • Mohamad El Kadri, presidente do Fórum Latino Palestino e coordenador da Frente Palestina de São Paulo;
  • Lucas Gusmão, ativista internacionalista;
  • Luizianne Lins, deputada federal (PT-CE).

Ainda não há confirmação sobre o paradeiro ou o status desses brasileiros, tampouco se estão incluídos nas deportações em curso.

A repressão à Flotilha Global Sumud e a deportação de seus ativistas acontecem em meio a uma crescente condenação internacional à política de segurança de Israel e ao agravamento das tensões no Oriente Médio.

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