Decisão antecipa tratado histórico com a Rússia
Relatório sobre a nova estratégia nuclear dos Estados Unidos, divulgado nessa terça-feira, restringe uso de armas nuclear e pode levar a cortes no arsenal nuclear do país.
No documento, conhecido como “Revisão da Postura Nuclear”, o Pentágono assegura que, além da ameaça que representam os grupos terroristas, dispostos a usar bombas nucleares se conseguirem ter acesso a essa tecnologia, a outra grande ameaça é a “proliferação nuclear”.
A decisão antecipa o tratado histórico de corte de arma com a Rússia, que será assinado em Praga na próxima quinta-feira, e uma cúpula sobre segurança nuclear em Washington.
Sob a nova política, os Estados Unidos estão abdicando pela primeira vez ao uso de armas atômicas contra países não-nucleares, um rompimento com a ameaça da era Bush de retaliação nuclear no caso de um ataque biológico ou químico. Mas a nova estratégia vem com uma condição: países estarão livres da resposta nuclear norte-americana apenas se estiverem de acordo com o Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Essa brecha significa que o Irã e a Coréia do Norte não estariam protegidas.
A estratégia de reforma de Obama deve atrair críticas de conservadores, que dizem que sua abordagem pode comprometer a segurança nacional, e desapontar liberais, que querem medidas mais drásticas do presidente com relação ao controle de armas.




